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recuperação através de um grupo de auto-ajuda

23/01/2013 13:38

 

RECUPERAÇÃO ATRAVÉS DE UM GRUPO DE AUTO-AJUDA


 

 

1a. Parte, recuperação

AA Grupo de Auto-Ajuda

Um grupo na sua formalidade

Desconhecimento da unidade

Como trabalhar para o AA

Recuperação por princípios Espirituais

Falta de candidatos para os serviços de AA

Recuperação precária de Alguns

Uma boa recuperação

Vamos trabalhar melhor com as literaturas

Unidade, nosso bem mais precioso

Meu exagero em AA.

 

2A. Parte: Passagens, Contos e Causos

Minha doce vida de alcoólatra

Desabafo de um filho

Uma história muito louca

Meu cunhado

Um amigo meu

Ao meu padrinho, que eu adotei como tal.

Doença Vagabunda

Zé Alberto

Meu padrinho durão

Uma palavra amiga

A mulher do caminhoneiro

Um evangélico em apuros

 

RECUPERAÇÃO ATRAVÉS DEALCOÓLICOS ANÔNIMOS

 

Para eu chegar a uma conclusão, não definitiva e sim básica, eu tive que intender primeiro como funciona um grupo de alcoólicos Anônimos. Tive também através da experiência observar as atitudes e comportamentos, não só da minha parte, mas também dos meus irmãos. - Na maioria das vezes sempre achei que meus irmãos que não ficam no AA ou não querem trabalhar para o AA, são irresponsáveis e mal agradecidos. Isto levou-me ao lado técnico da coisa, e eu me fiz as seguintes perguntas: Porque isto aqui deu tão certo pra mim e em muitos casos não deu certo para outros membros? - Para eu responder esta pergunta também tive que estudar os princípios espirituais do AA - Também hoje vejo que um modo criação e educação faz a diferença de comportamento de qualquer membro ou ser humano.

         Baseado em gratidão e obrigação, não só um membro de AA, mas também qualquer outra coisa ou qualquer outro projeto irá evoluir. - Se existe gratidão é porque existe reconhecimento. Se existe reconhecimento foi porque houve uma crença que pode ou não ser transformada em fé - Se existe obrigação, não que o AA obrigue ninguém a nada, mas, se eu me obrigo a cumprir determinado serviços, volto a dizer que foi por causa do reconhecimento. Portanto, se me obrigo a ter respeito e uma conduta saudável, não só o AA , mas qualquer outra coisa que eu fizer haverá sucesso sem sombra de dúvidas.- Mais uma vez volto a um auto-questionamento e me pego perguntando: Então o que está errado nos grupos de AA, uma vez que quase todos não tem candidatos para os trabalhos e nenhum grupo que eu conheço faz um serviço de 24 horas por dia? - Num plano de excelente resultado. - O mínimo que deveríamos fazer é pelo menos uma jornada em cada grupo de 12 horas com as portas abertas.- Para todo este meu questionamento, tenho graças a muito estudo e observações e ainda me sujeitando a não reagir perante a fracassados de AA para poder aprender mais, um ponto de vista que poderá servir ao meu irmão ou no mínimo ao meu semelhante.

RECUPERAÇÃO

UNIDADE

SERVIÇO

 

Para eu entender os três LEGADOS DE AA, tive primeiro que saber o que é um grupo de AA e como funciona.

 

O que é um grupo de AA ?

Resposta : É um grupo de auto-ajuda.

 

AA - Grupo de auto-ajuda.

O que é um grupo de auto-ajuda ?

Na sua essência é apenas um pacto. -  Eu não bebo bebida alcoólica se você não beber e você não bebe se eu não beber. Certo ? - Nós não beberemos e quem quiser fazer parte do grupo, terá que ser pelo motivo de não querer beber também. Isto serve para qualquer outra coisa. Eu não fumo, se você nõ fumar. Você não consome Drogas se eu não consumir. Nós vamos emagrecer juntos  e mais uma centena ou milhares de distúrbios que podemos corrigir. Este pacto funciona sempre para pequenos grupos, sempre que detectado um mal estar ou vício, ou mania, ou ainda qualquer problema comum entre duas pessoas ou mais. - Todo destemperado, desequilibrado ou doente emocional, quando começa a exagerar, a família, principalmente as mães, começam a rezar, orar ou para quem acredita, a fazer umas mandingas para ver se o desequilibrado tome juízo ou volte a ser o que era. Em quase todos os casos aqui no Brasil que eu conheço, chegou-se ao pondo dos entes queridos  dizerem; ah, isto não tem jeito, já entregamos para Deus. - Portanto para que funcione, qualquer grupo de auto ajuda, é fundamental que a própria pessoa perceba e queira corrigir sua falha. Em muitos casos como o meu por exemplo eu só percebi e corrigi depois que eu entrei numa sala e vi que tinha centenas de pessoas com o mesmo defeito meu. Que estavam conseguindo paralisar com sua doença e que estavam tendo um retorno significativo e feliz. Foi difícil, nesta hora toda oração de minha mãe (evangélica fervorosa) valeu como ajuda. - Se você acha que tem problemas com alcoolismo,  visite o AA.

 

Um grupo de AA - Na sua formalidade.

Quando um alcoólatra procurou outro e por necessidade conseguiram paralisar com seu alcoolismo, quase que imediatamente procuraram convencer outro a se reunir e não ingerir a bebida alcoólica, e logo em seguida outro e depois outro e assim sucessivamente - Com o sucesso de algumas pessoas, começou-se aí o crescimento de uma idéia que dava resultados. O primeiro alcoólatra não teve dúvida e com o apoio de alguns outros logo escreveu um livro que veio a chamar Alcoólicos Anônimos. Todo seu relato são de passagens, de ajuda uns aos outros, com a ajuda de pessoas não alcoólicas e com princípios espirituais. Ou seja, com o crescimento houve-se a idéia de que um pacto funcionaria melhor direto com um poder superior na consciência de cada um. E até aqueles que não aceitavam  a princípio em um Poder superior, com o tempo tiveram que aceitar ou fazer um pacto apenas com o grupo.- O desenvolvimento da idéia ou o crescimento da Obra, baseou-se por necessidade em princípios espirituais. - Então o AA é um grupo de auto-ajuda regido por princípios espirituais. Você não mais precisa nem se quer acreditar no seu companheiro. Basta que você tenha um Deus. No meu caso a princípio, adotei o Deus da minha mãe.- Com o tempo vi que tinha um Deus dentro de mim e que Ele é a minha base de  vida. - Também com o crescimento da Obra por expansão de vários grupos   ( no caso do AA, mundial.) houve-se a formalidade por sugestão de se fazer valer uma reunião sem ingerência ou interferência ou seja, sem a necessidade de um comando externo. Neste caso portanto, o AA não cobra nada, não vende nada nos grupos, pois tem um escritório central jurídico, e qualquer tentativa comercial nos desviará de nossos objetivos básicos e sofreremos pressões externas,  não obriga ninguém a nada, pois neste caso a terapia de grupo por princípio espiritual não funcionará. Nesta hora toda e qualquer sugestão por exemplo de passagens, funciona como uma referencia para o sucesso uma vez que somos uma Obra de tentativa e erros. No que acertamos, nós continuamos. No que erramos, nós corrigimos. - Houve então a necessidade de formar comitês de serviços em grupos, escritórios de serviços e juntas de serviços. - Tudo isto para que o alcoólatra tenha conforto na sua caminhada de recuperação sobre o alcoolismo. Graças aos princípios espirituais, a experiência por tentativa e erros narradas nas  nossas literaturas, dispensa-se  qualquer dependência de outro ser humano diretamente, membro ou não de AA, dependendo apenas que nos fale ou nos ouça para que nossos fracassos seja corrigidos por sugestões ou nosso desabafo nos alivie e tenhamos êxitos pessoais na próxima tentativa.. - A formalidade de um Grupo de  AA nada mais é do que um local separado para reuniões, com uma terapia de grupo regida por um coordenador leigo que se limita a dividir o tempo sem opinar em nada. Todos buscando a segurança num Poder Superior, e aqueles que quiserem, façam um rateio para manutenção, conservação e despesas do grupo. Devemos contribuir para o AA no seu todo para que ele continue a existir. Ler para não cometermos os mesmos erros do passado e absorver o lado espiritual de nossa Obra. Neste caso as literaturas de AA são sugeridas e para nossa recuperação , principalmente OS DOZE PASSOS. O serviço de AA e também seu  objetivo básico é sempre nos agrupar com mais um alcoólatra. Se ele não vier até nós, nós iremos até ele.   - Vou repetir: O AA é lindo, e funciona...

 

O PIOR DESAJUSTE É O DESCONHECIMENTO DA UNIDADE E COMO TRABALHAR

Um grupo é uma unidade que virou um pela união de alguns ou vários é claro. Esta unidade só funcionará se todos ajudarem todos ou até um por todos e todos por um. É assim que se faz uma terapia de grupo. Se não for assim, dificilmente este grupo terá seus objetivos satisfatórios. Nesta hora, devemos evitar qualquer assunto que poderá gerar uma controvérsia. Lembrar sempre que eu estou fazendo uma terapia e que se eu impor qualquer coisa eu deixo de receber o benefício de uma correção pessoal que poderá ser de grande utilidade para toda uma vida. Impor significa que eu estou ditando regras isto não funciona em uma terapia de grupo. O melhor é eu aprender a falar e ouvir calmamente. Tenho a experiência de que quando um assunto não está me satisfazendo ou até me incomodando, aí e que eu devo escutá-lo pois está exatamente sugerindo uma correção pessoal. Mais uma vez se eu tiver tolerância e paciência ainda que não concorde com o assunto de momento, com o tempo vou tirar grandes vantagens daquilo que não concordo ou não sei ou ainda que me nego a perceber. Devo sempre persistir em ficar numa reunião e repito, principalmente para assuntos que me incomodam. Aí eu estarei adquirindo uma experiência maior. - Outra dificuldade muito comum que percebi com o tempo, foi a vaidade imposta em um grupo. Na verdade eu deveria dizer: uma vaidade imposta contra um grupo. - Quando um membro leva outro companheiro para o AA e este novato aceita fazer parte de um grupo, quase que automaticamente ele passa a ser apadrinhado pelo seu companheiro que o abordou, seja pelas palavras ou pelo exemplo. - Nesta hora o iniciante acha que deve favor, deve satisfação ou mesmo obediência ao seu padrinho. - Isto é quase um crime. O novato deve ser sempre lembrado que seu padrinho também é um alcoólatra e como ele um dia chegou em um grupo precisando de ajuda. Um novato não deve nada a ninguém e, só de ir a uma reunião e ser aceito ou nos aceitar já está ajudando muito. Os padrinhos devem procurar ajudar até que ele esteja firme em seus propósitos como alcoólatra e depois pedir que caminhe com suas próprias pernas. - Outro fato interessante são dos desgarrados de AA. Eles geralmente tem ponto de vista para tudo, sabem de tudo e se negam a fazer qualquer coisa em beneficio do AA. Acham que estão fazendo muito em dar palpite em tudo que é e não é da sua conta, vira um verdadeiro professor auto-didata. Que passa aí a destruir a unidade de AA. - Quando um desgarrado pretende um cargo em um grupo por exemplo, é muito comum ele chegar perto daqueles que acreditam nele, ou mesmo daqueles que ele indicou ao AA mas não deu respeito e com tom de intimidação e quase uma ameaça exigir que votem nele. Começa a difamar o comitê de serviços e outros membros que prestam serviços. Vai até o Escritório de Serviços Locais e com mentiras pede ajuda e já vi por várias vezes, membros do nosso ESL deslocarem-se e acabam por mais uma vez com falsas referencias a eles repassadas ou  vaidade de alguns a destruir a unidade ou o grupo. E, aí quando o grupo diminui a freqüência ou fecha, eles nada podem fazer.  Também é muito comum um membro antigo achar que é dono do novato e comandá-lo em seu interesse próprio. Os novatos precisam prestar atenção quanto o caráter de cada pessoa. Evitar ser um dependente de qualquer outro seja,  emocional ou  financeiro,  para que o grupo como unidade passe a funcionar para ele. - Se você é um membro antigo gosta ou necessita da terapia de grupo, o melhor modo é você sempre lutar pela unidade de seu grupo. Um bom cafezinho uma boa sala limpa as contas em dia, tudo isto começa a ajudar. Faça uma temática, explique sobre os princípios espirituais, vá ou peça alguém para fazer umas abordagens, procure divulgar seu grupo - E mais, dê apoio quem está trabalhando, apadrinhe quem estiver usando o grupo em benefício próprio. Explique que isto acaba com a unidade. -  Organize um comitê de serviços,. Dê tarefas e funções simples para  os novatos cobre dos membros antigos e veteranos uma maior participação e parem de dar palpites sem saberem o que estão falando. Portanto o melhor modo de praticar a UNIDADE DE AA é com o livro

As Doze Tradições na mão.

 

Como trabalhar para o AA ?

O primeiro modo de começar a trabalhar em AA, é começar consigo mesmo. Só de você ser um membro assíduo as reuniões já está ajudando muito. - Toda vez que você tiver com preguiça indisposto sem vontade, neste dia contrarie você mesmo e vá a uma reunião. Observe que neste dia você poderá chegar mal humorado e vai ser o dia que você sairá mais alegre ou agradecido. Outro modo muito bom de trabalhar para o AA é convidar um amigo, parente ou vizinho para que assista uma reunião com você. Existem vários grupos inclusive o nosso , Lagoinha, que gostam de receber visitas. Toda mensagem nossa , do grupo pelas pessoas, repassadas ao visitante será uma grande experiência para ele. Também é muito comum a pessoa se entusiasmar e voltar. Quando isto não acontece mas a unidade está correta, ela levará um exemplo de vida, garra e luta dos alcóolicos. Também na ajuda de organizar as reuniões e receber outros membros, você poderá participar quase que automaticamente, basta conversar com o comitê de serviços do seu grupo. Mas, o  modo mais preciso é o trabalho junto a outro alcoólico. Nosso 12O. passo é uma energia vital para nos. Toda vez que ajudamos outro alcoólico a nossa obsessão vai passar. Existem várias famílias também sofrendo com um alcoólico. Nesta hora minha experiência mostra que a unidade funcionará melhor quando um casal for visitar o lar de alguém. Só de você fazer uma visita e a família perceber que alguém está tentando ajudar, já trará esperança e isto a princípio poderá ser o início de felicidade no lar deste futuro membro. - Se você pretende fazer parte do comitê de Serviços do seu grupo onde você já se afastou um pouco ou ainda pretende trabalhar para um outro grupo e acha que a unidade daquele grupo não está bem, comece do modo mais simples. - Passe a freqüentar o Grupo, sem dar palpites, apenas dê sugestões quando solicitado. Comece a freqüentar todas as Reuniões de Serviço. Não tenha pressa em assumir algum cargo. Lembre-se para você ou no seu modo de olhar, a unidade do grupo não está funcionando bem. Então, comece pelo exemplo. Quando todos estiverem divergindo, apadrinhe o grupo. Quando todos estiverem desgastados ou cansados, ofereça seus préstimos. Lembre-se nunca imponha nada. A unidade e os serviços do AA são voluntários. Devemos nos unir a quem quisermos e trabalhos faz quem quiser e quando puder. - Mas se você conseguiu paralisar com seu alcoolismo, por princípios espirituais, ou é agradecido pelo seu sucesso, lógico, uma hora você vai querer servir também o AA. E, todos que serviram ao AA usaram isto também como uma formula de recuperação. Portanto todos tem o direito de servir.

O melhor modo de entender os serviços de AA é com o manual de serviços na mão.

 

Recuperação por princípios Espirituais.

Quando o AA começou, foi basicamente o Bill procurando e batendo um papo com Dr. Bob. Nesta hora se observarmos bem foi apenas um pacto entre duas pessoas com o mesmo problema. Um pacto se pensarmos direitinho é muito fácil de ser quebrado. Nós simplesmente podemos não confiar no nosso semelhante ou então achamos que é demais um sacrifício pessoal pelo nosso também semelhante. - “Deve ser citado que Bill e Bob não tiveram qualquer divergência”.  Então, com a chegada de outros membros formou-se uma reunião maior e começava-se com a Oração do Pai Nosso. Penso que esta oração difere de palavras entre o modo católico e o evangélico. Não sei se por isto, com o tempo alguém achou uma outra oração : PRECE DA SERENIDADE, e hoje, usada resumidamente, as reuniões de Alcoólicos Anônimos começam e terminam com ela. - Quando reunidos evocamos um “Poder Superior” (em espírito), em oração, para que comande nossos trabalhos, nos abençoe, e nos ajude e ajude aos outros; começamos aí uma reunião por princípios espirituais. Ou seja, as reuniões de AA são entregues aos cuidados de Deus na forma em que cada um o concebe.

Outro fato interessante e bom de se observar foi que após a edição do Livro Azul ou o livro de Alcoólicos Anônimos, houve um crescimento significativo e uma procura bem maior pelas reuniões de AA. Partes deste Livro, que atraiu tanto a atenção pública, são claramente baseadas em recuperação na crença de um Poder Superior (Em espírito). Entendo também que para maior facilidade de interpretação ou a  própria evolução, houve a necessidade de desenvolver um plano espiritual, tendo como base a fé e ação ou seja, a fé sem obras é morta. Foi então editado o Livro os doze passos que curiosamente  é apenas sugerido como toda a literatura de AA. - Este livro veio como complemento de um princípio espiritual claro explícito e ainda dividido passo a passo para que o alcoólico tirasse maior proveito. Nós, alcoólicos carinhosamente o apelidamos de: “A Bíblia do Alcoólico”. - Por falar nisto entendo também que quase tudo escrito neste livro foi extraído da Bíblia ou outras grandes doutrinas.  - Fica aí uma boa sugestão: Recuperação por princípios espirituais. - Freqüente as reuniões de AA,  leia o livro Os Doze Passos.

 

 

 

Falta de candidatos para os serviços de AA

 

Então, porque quase ninguém se candidata a trabalhar para o AA?

       Antes de dar meu ponto de vista, quero deixar bem claro que sou agradecido ao falecido companheiro Ilídio, homem que trouxe o AA para Belo Horizonte - Mas, o AA foi muito mal implantado não só aqui mas em vários outros lugares que eu conheço. - Sempre misturamos reunião de recuperação com reunião de informação.

Reunião de recuperação: - Sempre com uma terapia de grupo e com várias formas de faze-las. - Na nossa tradição mineira na maioria das vezes, fazemos por cabeceira de mesa, ou seja, a pessoa levanta-se vai até a cabeceira de mesa e faz seu desabafo. - Nesta hora em quase todos os grupos que eu conheço, começa-se a desordem: Quando o coordenador diz: “A palavra está franca”- Todo revoltado ou fracassado, começa a atacar companheiros, na maioria das vezes, ausentes em uma reunião e às vezes, por não ter o que falar, começa a falar de outros grupos. - (Isto não pode se chamar de recuperação e nem de informação, é uma verdadeira fonte de bagunça) - Outro caso também interessante com a cabeceira de mesa, é o fato de que quando um grupo está cheio, somente  os mais audaciosos ou mal educados, fazem parte da palavra franca. Quando são realmente membros de AA, isto até é tolerável, o pior é quando tem um coordenador fraco ou amigo do que está fazendo desabafo e este é apenas uma vedete de cabeceira de mesa que quer aparecer ou usa-la para fins comerciais, pessoais, políticos, sempre usando metáforas, insinua tudo contra todos. Uma reunião com esta qualidade não ajuda a ninguém a nada. - O pior, é aquele recém chegado, acha que aquilo está certo, e sai fazendo a mesma coisa também, e às vezes abre um grupo de AA com a mesma filosofia. Nunca soube de nenhum psicólogo, psiquiatra, terapeuta ou confessionário, enfim entidades que se relacionam com terapia,  que chamem as pessoas na frente para confessar seus defeitos e falhas em público. As vezes, diante de mal feitores ou mal elementos que podem tentar tirar vantagens de uma pessoa aflita ou desesperada. Na minha ótica só entra em comitê de Serviços desta qualidade de grupos pessoas ingênuas, ou interessadas em fazer do grupo uma questão pessoal.  Portanto toda reunião com excesso de pessoas, será uma ótima reunião de informação ao publico. Poderemos pedir aos presentes que falem de AA, se possível, consultando as literaturas.   Caso seja imprescindível uma reunião de cabeceira de mesa, para recuperação, porque não se faz uma maratona diária, dando a oportunidade para todos. Começa-se num horário e só termina quando todos que quiserem, tenham usado a palavra franca.. 

Outro lado interessante de um grupo são suas reuniões, aqui chamadas Californianas, que na verdade é tipo mesa redonda e quase sempre nas que eu participei, com temas, foram de grande valia. A maioria dos veteranos não gostam muito, mas na minha ótica é a mais eficiente. - Sempre que abordamos um tema e deixamos que o desabafo seja pelo tema ou pessoal, sempre surge um debate de interpretações. Se o coordenador for fraco, ainda assim algum veterano pede a palavra e o apadrinha, se o coordenador for bom, ou no mínimo bem orientado, teremos aí uma verdadeira terapia de grupo onde todos terão a palavra e todos falam e todos ouvem.- Devemos fazer o possível pra que todos desabafem, isto pode valer uma vida. Então, nesta hora aquele que quiser vender algo, arrumar namorado (a), fazer política se sentirá desagrupado e ficará no mínimo calado. Isto não atrapalhará a recuperação dos demais.

Também na minha ótica a maior das falhas em AA, é a falta das reuniões de literaturas. - Na minha observação estes últimos 4 anos nossas literaturas, graças a Deus, tem se divulgado através dos grupos. - Quando se faz qualquer menção sobre nascimento e vida de AA, devemos consultar as literaturas para não transmitirmos conceitos errados. - Nesta hora paro e penso: quanta coisa eu entendi errado por não ter lido. - Porém toda terapia de grupo após algum tempo acaba por enjoar ou no mínimo cansar. Nesta hora devemos observar bem nossa condição de ALCOÓLICO. Se Não estivermos adaptando ao grupo, devemos procurar outro grupo ou começar urgentemente a prestar serviços no AA. Todos sabem que a terapia ocupacional, principalmente nosso 12O. passo é nossa principal fonte de energia.

Então, os fracassos começam pelas qualidades das reuniões. - Portanto é fundamental que todos os grupos tenhamreuniões de serviços. Se possível abram um espaço uma vez por semana em um horário alternativo para que todos aqueles que queiram reclamar, possam vir e falar diretamente para o reclamado. E, debatam em primeiro lugar a qualidade, e logo em seguida as bases do grupo ou seja: Salas limpas, cafezinho, lanche, contas em dia e muita alegria e harmonia dentro das salas. E, por último, fale na cara de seu irmão do que você acha que não está correto e porque.

Todo e qualquer grupo de AA que tem harmonia e faz sucesso será um estimulante automático para novos servidores de AA. Estes novos servidores aparecerão automaticamente. Não se preocupe. 

 

 

RECUPERAÇÃO PRECÁRIA DE ALGUNS

 

         Quando alguém procura Alcoólicos Anônimos, vem geralmente por não agüentar mais o modo de vida que está vivendo. Geralmente e quase sempre por pressão familiar onde também ninguém mais está agüentando o procedimento ou a conduta do iniciante em AA. - Também é muito comum o membro vir por questões médicas e agora até obrigados pela justiça.- Em todos os casos que eu conheço a pessoa nunca tem o desejo sincero de parar com a bebida, mas tem a necessidade que o obriga a querer e muitas vezes a freqüentar o AA mesmo sem querer.

         No meu caso por exemplo, com medo de ser internado ou preso, tentei dar um golpe dizendo que estava no AA. Assim que esquecesse o que eu tinha aprontado eu voltaria a beber bebida alcoólica. - Então não estou julgando ninguém e sim dando meu ponto de vista sobre vários casos que pude com minha experiência perceber e nada melhor que meu próprio comportamento para uma auto-avaliação de meu procedimento perante meus companheiros de AA. - Assim que entendi estas questões ou colocações, comecei a perceber que fui uma pessoa revoltada por ter que parar de beber e comecei também a aceitar que a maioria de nós se rebelou. - Um rebelde em qualquer questão, nada mais é que um adversário. Então fui adversário de muitos e tive e tenho muitos adversários em AA. Fui contra tudo e contra quase todos, como iniciante achei que meu ponto de vista tinha que prevalecer. Hoje vejo também que vários veteranos ainda não conseguiram fazer sequer o primeiro passo. Quando o fazem mal mal fazem a primeira parte que diz: Admitimos que somos impotentes perante o álcool. - Ficamos às vezes freqüentando o AA sem desenvolver nosso lado espiritual. As vezes também não queremos nos corrigir pois gostamos dos nossos defeitos. - Nestes defeitos o pior defeito é do veterano covarde: aquele que usa os novatos em benefício próprio. Alguns, após algumas surras espirituais se corrigem, outros não intendem o programa e leva anos até se adaptarem. - Em todo e qualquer caso de comportamento dentro de AA, na minha ótica, é necessário um líder pro-eminente. Todos os grupos que eu conheço sempre tem alguém que mesmo não querendo, é respeitado e muito ouvido e quase sempre acaba com qualquer divergência no grupo. Eu só entendi isto depois de passar pela vontade de alguns loucos que falaram o que quiseram, fizeram absurdos com novatos e eu comecei a dar o troco. Todos os fracassados quando viram que eu reagiria, começaram a me respeitar. E, mesmo mandando outros que não entendem bem um grupo de AA, começaram a ver resultados nos meus trabalhos. - Por falar em resultados eu também tenho certeza que o AA é uma obra de resultados. Então, mais uma vez quem for realmente agradecido e tiver boa vontade, procure a experiência de um bom veterano, comece a administrar um grupo prepare-se para as divergências, lute com todas suas forças e espere, ou seja, não desanime

Sua vida vai mudar para melhor pois você estará trabalhando para um PODER SUPERIOR.

 

UMA BOA RECUPERAÇÃO

 

         Todo novato ou iniciante em AA, quando realmente é um alcoólico, traz um monte de problema consigo para dentro de uma sala de AA. Isto é normal. Se não tivéssemos nossos fracassos pessoais, dificilmente nos sujeitaríamos a freqüentar um grupo de AA. Então na verdade, nossas derrotas quando reconhecidas, são nossa fonte de inspiração através do reconhecimento, que estávamos numa vida errada e poderemos recomeçar a qualquer momento uma vida nova. Neste caso é fundamental uma terapia de grupo com outros iguais, pois somente com a confiança no grupo, nosso desabafo surtirá um efeito satisfatório, não nos deixaria preocupados a ainda nos alivia dos erros do passado. Quando reconhecemos qualquer erro, do passado, temos uma grade possibilidade de tentar de novo e não errar mais na parte já reconhecida. Isto é o começo de um sucesso - Quando começamos a ler, principalmente os doze passos, livro Azul, ou mesmo o livro Viver Sóbrio, começamos a ter uma visão dos nossos próprios erros. No começo é muito difícil um alcoólico se interessar por literaturas, mas após alguns dias ou meses, ele necessariamente vai querer uma fonte de referências segura e definida. Não leia nada rápido demais. Procure intender devagarinho e praticar o melhor que puder. -   Também é muito normal nos afeiçoar-mos a um outro companheiro já mais experiente. Podemos chama-lo de padrinho ou madrinha.  - Ele ou ela geralmente se dispõe a nos dar todo apoio quando chegamos. Então deveremos absorver calmamente sua experiência, ajudar e contribuir para o AA. - Ajudar; ninguém para seu próprio bem, deve ser um parasita em AA. Devemos a princípio apenas prestar atenção e evitar o primeiro gole ou a primeira droga. Assim que tivermos mais calmos e sentir que a cabeça já está mais equilibrada, deveremos por nós mesmos, solicitar alguma tarefa simples e começar ajudar. Isto nos leva em conjunto com uma terapia de grupo ao nosso segundo legado. “UNIDADE”. - Toda vez que dividimos atenção responsabilidade pelo coração ou por gratidão, sempre conseguimos nos agrupar melhor. - Um outro modo muito bom que ajuda na recuperação é a gratidão. Se você entrou derrotado no AA e está conseguindo obter suas coisas pessoais, dou uma sugestão muito simples, comece a contribuir devidamente para seu grupo. Isto mesmo, comece a exercitar sua 7A. Tradição.- Por experiência própria e também por acabar observando meu iguais, acabei percebendo que toda pessoa que faz questão de ajudar financeiramente o grupo nas suas despesas e manutenção, são pessoas que evoluem melhor que as que acham que o AA é apenas um ponto de encosto. - Quem apenas parou de beber e faz do AA um lugar apenas um lugar de encontro, é porque não leu ou não quis intender o segundo passo. Nossa sanidade é coisa muito séria, se estivermos conseguindo, devemos sempre ser agradecidos e retribuir. Nossos grupos e o AA como todo precisam  na nossa contribuição. Ninguém faz um café sem comprar um pó. Nenhum grupo funcionará sem pagarmos a conta de luz ou mesmo ficará aberto sem pagar o aluguel. Também o AA é mundial, devemos sempre fazer nossa contribuição, através dos grupos, para nossos distritos para que não fiquemos comparados a um lugar de fracassados e sermos altamente auto-suficientes rejeitando quaisquer doações de fora. Quem realmente for agradecido ou retribuir pelo que está ganhando, automaticamente o PODER SUPERIOR dará mais. - Lembre-se toda vez que você retribuir o que ganhou, seus créditos espirituais aumentarão. Aí sim, você terá uma vida significativa e feliz. - Agora se você é um alcoólico e não cuida do seu  grupo de AA, você é apenas um coitado.

 

VAMOS TRABALHAR MELHOR COM AS LITERATURAS

 

Quando comecei a trabalhar em Comitê de Serviços, eu achei que o AA tinha nos vendido barato. Deixou que se fizesse grupos de qualquer jeito. Ingressássemos pessoas não alcoólatras. Que pessoas com interesses paralelos, psicopatas ou doentes mentais virassem coordenadores de grupos.  E, ainda ninguém assumiu qualquer compromisso com os grupos e senti que estávamos ao Deus dará.- Achei também que os grupos estavam virando apenas pontos de apoio para venderem as literaturas. Passou-se mais algum tempo e vi o absurdo do Cargo de Representante da Revista Vivência nos Grupos. - Não é possível 110 mil grupos fornecerem  funcionários gratuitos e ainda pontos de Referência comercial. - Achei e continuo achando que para vender estas revistas deveria haver uma distribuição de lucros para os grupos. Acho também que esta revista deveria ser distribuída gratuitamente para todos os grupos que contribuírem para o AA no seu todo. - Também continuo achando que os grupos deveriam ter consciência que o AA não funcionará sem verba, e que  uma reunião espiritualizada não se mistura com interesses comerciais. Pelo amor de Deus, acabem com este cargo de representante de Revista dentro no grupo. Deixe isto apenas para o Escritório de Serviços Locais e voltem o cargo do R.I. e vamos continuar o intercâmbio entre os grupos. - Filie-se a um distrito e vá as reuniões e vamos debater toda e qualquer irregularidade observada. - Nossa Obra é apenas para salvar vidas.

Hoje, passados já quase quatro anos, depois de muita luta, percebi que graças as literaturas, estamos mais bem informados. Até a recuperação das pessoas que conseguem ficar no AA estão mais sólidas. E, até aqueles que depois de paralisados com o alcoolismo optam por uma religião, levam nossa espiritualidade como abertura melhor para um Deus amantíssimo. Recuperação sem o desenvolvimento da literatura é burrice. Será mais um recalcado com certeza.

Necessitamos com urgência estimular  ainda mais as literaturas,. Porém, temos que fornecer literaturas a baixo custo. Não se permite mais que façamos apenas um comercio destas obras. Necessitamos praticar a espiritualidade pelas literaturas. Isto só será possível se distribuirmos literaturas gratuitamente ou baratearmos bastante no ponto de que os grupos possam fornecer mais volume sem que haja um interesse comercial em cima de cada membro. - Nosso país é pobre de cultura. As pessoas pouco  se interessa. em ler. Nestes anos recentes houve muita prática nos grupos da literatura. Então porque não fazer apostilas dos 12 passos, 12 Tradições e Viver sóbrio e distribuir gratuitamente. Se quiserem ligue para o Grupo Lagoinha: 3454.74.69 que teremos prazer em fornecer de graça. Basta apenas um disket para cada item.

 

 

 

 

 

UNIDADE NOSSO BEM MAIS PRECIOSO

 

A Riqueza de AA é a UNIDADE. Quando mais unido for nosso grupo, maior será nossa capacidade de ação ( 12O. passo e 5A. Tradição)  Sem um agrupamento de pessoas que se unem com o mesmo propósito ou objetivo: PARALISAR COM O ALCOOLISMO, um alcoólico puro jamais conseguirá se recuperar em nosso meio. Portanto temos o direito de aceitar ou não um membro para fazer parte do nosso grupo de recuperação. A princípio, devemos aceitar todos que querem paralisar com o alcoolismo. Com o tempo, começaremos a observar que muitas pessoas se fazem de alcoólicos somente para perturbar, tirar proveito em benefício próprio e ainda tumultuar ou colocar em risco a sobriedade de outras pessoas. Quando não tentam fazer discípulos por favorecimentos pessoais. - É mais ou menos como se fôssemos uma associação de capitalistas, financeiros ou monetários, e de repente descobrimos que um está colocando em risco os investimentos ou está roubando. Nesta hora os demais terão necessariamente que desliga-lo em benefício daquele agrupamento. - No AA é também assim,   um agrupamento de  alcoólicos que se enriquecem espiritualmente.  Qualquer pessoa que não concordar com os princípios espirituais, que se negar a participar ou mesmo estiver apenas para tirar vantagens pessoais, estará colocando em risco nossa Unidade e teremos que pedir carinhosamente que se afaste em benefício dos demais. Também membros de outros Grupos, na verdade andarilhos de AA, pois não pertencem a grupo nenhum, não trabalham, não participam e nem recuperam e por isto não participam ativamente do nosso dia a dia. -  Treinam trechos literários e começam a ser dono da palavra, e quando pegam uma conversa pela metade ou não intendem, começam a dar palpites e acabam por perturbar os novatos e isto cria desavenças no grupo. Os novatos que com muita dificuldade estão tentando paralisar com seu alcoolismo e que às vezes também com dificuldade contribuem para nossos rateios (7A. Tradição), ficam sem saber porque fulano e ciclano só reclamam, são contra tudo que se vai fazer, não trabalham  e nunca contribuem com nada. Só aparecem para dar palpites como se fossem verdadeiros professores.  E, o pior, é quando se candidatam, geralmente com favores pessoais, ganham as eleições e depois por incapacidade, é claro, abandonam, arrasam com a unidade, diminui o número de reuniões e às vezes até fecham um grupo.

 Os novatos são os novos investimentos espirituais da nossa unidade. Temos que apadrinha-los respeita-los e deixa-los à vontade em nosso meio. Nenhum novato aqui será quebra galho ou pau mandado de ninguém. Também o exemplo é o melhor modo de convencer. Quem não puder dar um bom exemplo em uma sala de AA, favor não participar das nossas reuniões de recuperação.

Nosso Lagoinha é rico espiritualmente, forte e, claro, muito unido

 

Meu exagero em AA ( erro)

 

                                                        Nota.

 

Sou tão agradecido que muitas vezes exagero. Não é possível uma pessoa beber o tanto que eu bebia. O Pior é que eu gostava do que fazia. Não tinha a mínima chance de paralisar sozinho. Meu descontrole foi completo. Estava fadado ao fracasso. - Quando entrei pela primeira vez numa sala de AA, foi para dar um golpe nas pessoas e não para paralisar com meu alcoolismo. - Aí eu começo sem querer a exagerar. Começo sempre blasfemando dizendo : Não sei o que Deus viu em mim de bom para deixar eu continuar em AA. E continuo: Se eu parei de beber todos podem paralisar também. E ainda vou mais longe: As pessoas não são tão agradecidas pois não gostam de trabalhar para o AA e às vezes vão muito pouco às  reuniões e quando vão não contribuem direito na sacolinha. E continuo minha neurose: Se eu arrumei minha vida familiar, profissional, material e financeira acho também que todos deveriam fazer assim. E, por último sempre reclamo que não vejo muito respeito por alguns irmãos e ainda vejo, pela minha doença, alguém sempre querendo comandar.- Tudo isto que estou dizendo é simplesmente um exagero ( erro) de minha parte. Peço desculpa a todos. - Hoje sei que a recuperação é  individual, ou seja cada um se recupera como pode e achar que deve. Estou dentro de uma sala apenas para servir nunca para julgar ou apreciar os atos e atitudes de alguém. Por eu ser um torcedor apaixonado pelo AA não faz de mim qualquer pessoa especial. Além do mais sempre cuidei do que me interessou, agora posso cuidar um pouquinho do meu irmão que ainda sofre. Por favor me desculpem, entendam que o único modo que eu tenho de continuar abstêmio é trabalhando,  servindo e contribuindo e por favor continuem me aceitando como irmão.

 

 

 

 

 

 

 

 

2a.Parte

 

 

 

 

. MINHA DOCE VIDA DE ALCOÓLATRA

 

                                      Nostalgia

Hoje me bateu uma saudade danada do meu tempo de bebedeira - Lembro-me que o primeiro restaurante que me deslumbrou foi o Vesúvio na rua são Paulo - Depois, visitei o Monjolo na Av. do Contorno - Lembro-me quando inauguraram o Frango Assado, era longe pra burro. - O Bier House na Tupis tinha um barril de chope na porta. A Camponesa na rua Goitacazes era linda.. O Restaurante Alpino na Rua Carijós tinha um joelho de porco que era o melhor. E o inesquecível Montanhês danças com suas orquestras. São centenas de lembranças dentre elas, a cantina do Lucas,  e o Lua Nova no maleta - o Restaurante Capri - O Banco do chope o Rei do Sanduíche, Restaurante Escotelaro e Boate Avenida. Quando inauguraram o Degrau na Av.. Afonso Pena , foi ótimo Zezão também não ficava para traz. O Ponteio também era charmoso. .Tinha ainda as Boates, Os clubes, as casa de danças, neste caso eu não posso esquecer do Elite. Na praça Raul Soares, ainda me lembro das damas no Scaramuch e do espaguete no HIFI. Eu tinha uns 14 anos de Idade fui num Baile de Carnaval no OASIS, estava tão bêbado que conheci uma moça lá. Não me lembrava quem era só fui visitá-la 15 dias depois. Era linda, namoramos , separamos, voltamos a namorar e casamos. Estou casado com a mesma mulher há mais de 25 anos.  Ainda gosto da boemia. E falo que Belo Horizonte é uma terra de Boêmios. Aprendi a trabalhar muito cedo a ganhar meu dinheirinho suado e a curtir as noites. Tenho a impressão que eu e o Drumont fomos sócios na Terezinha do Maravilhoso, na rua Guaicurus.

O diabo foi que contraí a doença do alcoolismo. Uma doença progressiva incurável e de fins fatais. Nesta hora quem sofreu foi minha família. Se não acordo a tempo, e se não sou amparado pelos Alcoólicos Anônimos, teria me destruído ou destruído todos que me amavam. Então faço o seguinte convite aos boêmios. Visite uma Sala de Alcoólicos Anônimos. Conheça nossa filosofia de vida. Veja que ninguém precisa embriagar-se para curtir a vida. Alias, viver sóbrio é ótimo.

 

DESABAFO DE UM FILHO

            Perdoa-me, pai. É importante que leia meu desabafo. Sempre falei que, quando crescesse, queria ser igual ao senhor mas... infelizmente eu mudei de idéia. Não imagina o que sofremos quando anoitece, e não vem para o jantar, pois só chega em casa quando estou dormindo, assim mesmo embriagado. Olhe, não me importo que chute os meus brinquedos, pise-os, atire-os contra as paredes, bata raivosamente em mim sem motivo quando lhe pergunto: por que você não deixa de beber ? Pai, eu não me envergonho de usar roupas velhas, sapatos furados e nem me incomodo com o pouco alimento que como. Na verdade nada disso teria importância se o senhor não bebesse.

            Por favor, não fique parado nos bares perdendo seu tempo, seu dinheiro, sobretudo, sua saúde, bebendo e farreando ao lado daqueles que dizem ser seus amigos. Lembre-se nós precisamos do senhor. Eu queria apenas te-lo em casa todas as noites para poder dizer antes de deitar-me: benção pai... Sabe, eu senti muita pena em vê-lo um dia desse deitado na calçada. Os garotos que passavam começaram a atirar-lhe pedras, seus cigarros estavam espalhados pelo chão, seus bolsos revirados e lá estava uma ou duas garrafas de cachaça, quebrada a seus pés.

            Pedi para que não fizessem aquilo e, eles me perguntaram: você conhece esse cachorro ?  Puxa pai, tive vontade de dizer NÃO . Mas lembrei-me que certa vez me disse: Filho, o verdadeiro homem não mente. Então, tomei coragem e respondi: Sim, conheço. É meu pai. Eles riram e falaram: Se fôssemos você teríamos vergonha de chamar este bêbado de pai. - Baixei a cabeça humilhado, meus olhos se encheram de lágrimas e CHOREI.

            Tentei ergue-lo, pedi para que se levantasse, enxuguei seu rosto suado pelo sol do meio-dia, contudo, meus esforços foram inúteis. O senhor parecia não ouvir, gemia, dizia palavras incompreensíveis e rolava  de um lado para o outro na calçada imunda. Os garotos foram embora dizendo: Você está lidando com um pau d’água, sem vergonha; deixe-o aí, pode ser que ao tentar atravessar a rua, um caminhão passe por cima dele e o mate.

            Pai, foi duro ouvir aquilo. Eu senti como se o mundo inteiro desabasse sobre mim.

            Querido pai, por que o senhor não procura Alcóolicos Anônimos para deixar de beber? Existem muitos grupos na cidade. Por que não tenta? É muito bom. Talvez seja sua grande oportunidade. Não me envergonhe, lá eles irão recebe-lo bem. Antes de terminar, quero que saiba, o voto que fiz de ama-lo e querer-lhe bem hei de cumprir, mas quando crescer não serei mais igual ao senhor.

Seu filho que o ama.

 

 

 

UMA HISTÓRIA MUITO LOUCA

 

Um homem de tanto ler sobre reinados, começou a ficar louco. Leu que Luiz XV usava sapatos de salto alto. Não teve dúvidas, pegou o sapato de sua esposa e começou a usar. Também soube que os fidalgos usavam perucas e assim, para aparentar-se como um Rei completo,  na sua imaginação,  pôs uma peruca. - Sua esposa pensou logo em interna-lo. Com muito custo convenceu-o a tratar-se. Porém, ele só concordou  de ir para o Hospício se levasse seus apetrechos ( sapato alto e peruca). A esposa sem outra forma, concordou. Quando chegou na hora do internamento, ele disse: Por favor anuncie que o Rei está chegando. Mais uma vez a esposa para ficar livre do incômodo, concordou. E pediu  ao enfermeiro que o anunciasse. E assim o enfermeiro fez. E, para dar valor ao traje disse: -  o Rei Luiz XV- Quando entrou, deparou-se com outros loucos que queriam conhecer um Rei. E assim perguntaram: - O senhor sendo nosso Rei o que pode fazer para melhorar nossa situação ? . O Rei então respondeu: - Vou extinguir os impostos, vou criar uma forca tarefa e darei emprego a todos. Todos morarão gratuitamente. - Num tom frenético, outro louco gritou: - É um bom Rei. E, a partir deste dia todos os loucos o reverenciavam. Quando ele entrava no salão dos loucos, com seu sapato salto alto e sua peruca, todos se curvavam diante de sua grandeza. Foi aí que um louco perguntou: - Como poderemos agradecer um Rei de tão alto valor? O outro disse : - Quando os Reis morrem, eles tem um sepultamento digno .O que é digno? Voltou a perguntar.  É compatível com o bom desempenho dele. Pensou mais um pouco o primeiro louco e disse: É, mas se nós formos esperar ele morrer, pode ser que a gente morra antes e não vamos ver. Aí o segundo louco afirmou; Ele já morreu. E como  Luiz XV morreu? - Na guilhotina , respondeu. - O que é Guilhotina? é uma lâmina que corta a cabeça. Pararam um minuto pensaram e decidiram: Se ele é bom, digno e já morreu, então ele deve ir pro céu que é o lugar dele - Vamos dar uma morte digna para nosso bom ReiE assim por votação unanime entre os Loucos, o Rei foi imediatamente morto com a cabeça cortada, pois sua história já estava escrita.

         Moral da história: Quem quiser ser Rei de louco, é mais louco do que se pensa.

 

                                                                           Manoel Coutinho

MEU CUNHADO    

               Certa vez, liguei para meu cunhado e quase que automaticamente começamos a conversar sobre Alcoólicos Anônimos. Ele não é membro, mas foi ele quem sinceramente ou claramente chamou-me a atenção quando na última bebedeira, eu havia feito muita coisa errada. Graças a este cunhado, fui dar um Golpe em AA e já estou abstêmio há mais de 23 anos. - Na conversa, relatei que estava estudando o AA pois não concordava com o comportamento de alguns membros. Disse, eu, também que não era possível ver uma pessoa destruindo um grupo e não poder reagir. E ainda achava e acho um absurdo os parentes dos loucos, psicopatas e outros doentes mentais fazem. Empurram os parentes para Alcoólicos Anônimos e aparentemente se acomodam e não cuidam, deixam que estas pessoas, por falta de medo a voltar a beber, simplesmente deturpam e às vezes destoem nossa Obra. - Vejo neles muita falta de respeito. - Meu cunhado (pessoa muito culta), mesmo sem ser da nossa Obra então me explicou uma coisa muito curiosa. Disse ele: Cada um tem seu jeito de ser alcoólatra, se a pessoa bebeu um pouquinho e se julga um alcoólatra, você não tem como dizer que ele não é. Outro detalhe muito importante é que se uma pessoa for louca e beber bebida alcoólica ela virará o pior alcoólatra do mundo, talvez pior do que você foi. E ainda me explicou outras coisas neste sentido. - Nesta hora eu acabei de acordar e lembrei das literaturas e o que disse o Dr. Bob: - Bill, mantenha o AA simples. - Agora eu sei porque. Se uma sala for bem simples e não tiver nada de valor, o que um louco vai quebrar? - Se uma sala for bem simples e tiver alguém enchendo o saco, basta eu ir embora e voltar no outro dia. Até bom que tirarei umas horas de folga e terei tempo de ir visitar outros grupos. Se uma sala for bem simples e estiver cheia, é porque os membros estariam interessados apenas na própria recuperação. E por último, se uma sala for bem simples, não será necessário grande quantia de dinheiro para a manutenção. - Portanto, loucos, psicopatas, esquizofrênicos, doentes mentais sendo ou não alcoólatras na minha interpretação, isto não interessa. Contribuindo na 7A. tradição ou não, isto pouco faz diferença.  Interessa apenas se eles se julgam alcoólatras e se querem freqüentar o AA. -  Agora, nossa reunião é apenas uma terapia de grupo. Qualquer um que faltar com respeito automaticamente, por ele próprio, se afastara por falta de clima. Isto ainda me alertou que eu não tenho que puxar saco de ninguém para freqüentar um grupo de AA. Vai quem quiser. Hoje em dia acho que toda e qualquer pessoa que consome

 

 

Um amigo meu,

 

Certa vez ouvi de um amigo que fazer o bem sem olhar a quem e trabalhar de graça são as coisas mais difíceis de se fazer. - Uma vez ele deu um valor alto de esmola para uma mulher que se dizia em dificuldade naquele momento. Não pensou duas vezes e lhe deu um bom dinheiro par salvar a situação e foi cuidar dos seus afazeres com a idéia de um dever cumprido. - Quando voltou no outro dia, passando pelo mesmo local, a mesma mulher estava tentando dar o mesmo golpe em outra pessoa. Ele chegou perto e xingou a mulher. Ela foi embora mas mais tarde estava ela no mesmo lugar tentando com as mesmas palavras arrecadar seu salário por fingimento de necessidade momentânea.  - Um outro caso também narrado por este amigo, foi quando ele foi tentar ajudar alguns mendigos. Todos enquanto estavam ganhando as coisas de graça, comendo , bebendo, dormindo, arrumando emprego em sua empresa, eram seus amigos, depois, cada um roubou o que pode. Só ficaram, continuaram próximo, aqueles que ainda tinha esperança de conseguir alguma coisa com a falsa amizade  E, para encerrar continua ele, Um grupo de pessoas reunidos em qualquer lugar, deve-se eleger um representante ou um administrador ou mesmo chefe para que possa representar os demais companheiros e assim, democraticamente, resolver suas questões e evoluírem seus ideais. Quando este meu amigo foi trabalhar em AA (gratuitamente), reclama ele: Na eleição me caluniaram e difamaram e até hoje eu não sei por que. Se eu não pegasse o cargo, o grupo corria risco de ser fechado, mesmo assim não tendo ninguém, ainda não me queriam. Quando o grupo começou a funcionar e encheu de membros, apareceu tanto mandante, diz ele, que eu me perdi. Quando tentei entregar o cargo, me colocaram como fracassado, quando fiquei doente por não concordar e não poder reagir, comecei a escrever o que estava acontecendo pois sabia que acabariam com a freqüência no grupo e assim eles me tem como agitador da Obra. Meu Deus, diz ele, como é difícil tentar ajudar alguém. 

             Eu tive uma certa experiência também e gostaria de falar que quando dou uma esmola, estou fazendo bem a mim mesmo e não ao necessitado. Portanto, devo dar e não mais olhar. Quando ajudo um mendigo, mais uma vez estou dando aquilo que eu ganhei. Se dou, foi porque Deus me deu também. Sou um privilegiado de ganhar diretamente de Deus. E, também por último, se freqüento um grupo de AA é somente porque Deus quer. Alcoolismo é tão violento que é o caminho mais curto para outras Drogas e também todo alcoólatra acaba por necessidade e humilhação. Sua benevolência ao deixar que eu seja um AA, faz de mim um trabalhador. É a única forma que eu (pessoalmente) tenho para agradecer. Todo perturbado pelo álcool, muitas vezes faz um papel de Maria vai com as outras e acaba por atacar gente que trabalha e beneficiar gente que vivi de conversa pelas esquinas. O tempo é o melhor remédio. Observe a vida pessoal de quem está tentando fazer algo para agradecer e a vida daqueles que querem apenas aparecer. Você ficará surpreso de ver o tanto que Deus é justo.

 

                                                                               Coutinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao meu padrinho, que eu adotei como tal.

 

                                                                  Lembranças.

Otacílio,

 

 

         Hoje tenho mais de 23 anos de abstinência alcoólica. - Quando recém chegado no Grupo União, fui advertido contra a sua pessoa. Quando vi seu esforço incomum para administrar o Grupo, achei uma covardia o que faziam com você. E, comprei sua briga. E, daquela época até hoje, mesmo você tendo partido para o outro lado da vida, tenho você como meu amigo, meu irmão e no meu coração. - Sendo eu fiel aos seus trabalhos, suas idéias e também tendo você como um padrinho no 12O. Passo, com o tempo passando, não houve alternativa e tive  que me candidatar aos serviços de AA. - Como está sendo difícil eu tentar fazer o que você fez ou se estivesse vivo faria. Hoje sinto na pele o que você passava, e a dificuldade que é manter um grupo funcionando, mas faço o que você fez e faria, coloco os anarquistas em seus devidos lugares, dou todo apoio a quem precisa e continuo com a mesma filosofia: O grupo tem que funcionar. - Achei e continuo achando que se estou vivo é graças a um grupo de AA. e, também, aos bons padrinhos que tive.- No AA sempre aparece gente boa, fique tranqüilo com seus trabalhos aí em cima, no plano superior, eu vou lutar enquanto puder aqui no plano terreno. O que me incomoda é só a saudade que tenho de você. - Deus te pague o que você fez por mim e centenas de outros irmãos.

                                                                  Coutinho

 

 

 

 

 

DOENÇA VAGABUNDA

 

 

Imagine que alcoolismo tivesse cura, que todos pudessem beber bebida alcoólica, que não se embriagariam, não bateriam seu veículo, e que pelo alcoolismo não colocasse em risco a vida de seu semelhante. Continue imaginando que pelo alcoolismo ninguém morreria mais cedo. Que  não ficariam doentes, que todos cuidariam bem de suas famílias, todos com responsabilidade com suas finanças, e seus bens materiais, que ninguém se quer criasse confusões. - Imaginou ? - Imagine  que você pode conseguir livrar-se de quase todos estes males com a paralisação de sua doença alcoólica por princípios espirituais.- Imaginou?

É para isto que o AA existe. Num grupo de Alcoólicos Anônimos, praticamos uma abstinência alcoólica diária. Nós fazemos uma terapia de grupo com princípios espirituais sem atacar ou ferir qualquer religião. Uma vez que, no plano individual, de acordo com os princípios de cada um, todas religiões são válidas. Não criamos qualquer dependência religiosa, emocional, sentimental,  física ou financeira.   E,  quem quiser evoluir neste sentido (espiritual) consegue quase tudo , desde a  libertação do alcoolismo  até outras conquistas de seu interesse pelo esforço próprio. Só não consegue a cura da doença alcoólica. -

Não consta na Bíblia que  Jesus Cristo tenha curado um único alcoólatra. Ôh doencinha feia.

 

 

 

 

ZÉ ALBERTO

 

Estava numa reunião de AA quando entrou um jovem. Na verdade na hora que ele chegou eu estava na porta do grupo. Ele foi chegando e pediu para participar da reunião. Assim que bati o olho no rapaz, percebi que ele me lembrava alguém. Assim que ele sentou na cadeira lembrei de um grande homem que me apadrinhou quando conheci a obra. - Zé Alberto. Como o rapaz se parecia com o finado Zé Alberto. - Perguntei o nome e ele disse: Carlos Alberto. Fui olhando para o recém chegado me lembrando do meu falecido padrinho e não contive as lágrimas. Comecei a orar pedindo a Deus que o rapaz permanecesse na obra. Era um rapaz moreno pardo barba serrada e no final da sua conversa sempre tinhas uns tic de Gay.( Igualzinho o Zé Alberto.) - Nesta hora meu pensamento voou longe e comecei a agradecer a Deus. -  Quando conheci Alcóolicos Anônimos, eu estava mentalmente muito perturbado. Não concordava com a falta de habilidade de minha esposa e mesmo com dois filhos pequenos não concordava em estar casado. Tudo era sofrimento e revolta. Todos os demais companheiros e todos que me conheciam diziam que eu não agüentaria e voltaria a beber. Meu padrinho, que morava próximo ao grupo que eu estava freqüentando,  vendo meu desespero, tomou a seguinte iniciativa: Eu só ia para casa depois de passar na casa dele, tomar uma laranjada gelada ou um suco que ele antes de ir para reunião punha para gelar. Conversávamos horas a fio. Depois com mais um pouquinho de tempo, começou a levar-me nos hospitais para que eu entendesse o que alcoolismo, já que mesmo dentro do AA eu não aceitava que era alcoólatra. - Levou-me também em dezenas de outros grupos inclusive o grupo que eu coordeno hoje. Grupo que estava sentado e me reunindo com o recém chegado. Levou-me também para fazer palestras nas Escolas e salvo engano também num centro de Detenção. Depois começou a mostrar-me o serviços de AA e ainda mostrar-me como o AA funcionava. - Aí veio na minha cabeça: Como uma pessoa apenas por ser um membro de AA cuida tanto e tão bem de uma outra sem qualquer coisa em troca? - Só no AA. - Nesta hora, como já disse, vendo um sósia  do meu padrinho comecei a orar, pedir a Deus para ele ficar em AA e não convite as lágrimas e comecei a chorar.- Zé Alberto talvez, eu não tivesse nem condições de ti agradecer,  hoje estou agradecendo, hoje peço a Deus que continue te iluminando no plano superior. Eu tentarei lutar baseado nos conhecimento que você me deu a fazer um trabalho melhor aqui no plano terreno, Deus te abençoe

 

MEU PADRINHO DURÃO DE AA

                              Ao meu querido, Pacheco.

Por gostar da boemia, no alcoolismo comecei a exagerar.

Aprontando muita confusão, um tempo tinha que dar

Tentei por todos os meios, meu vício controlar,

mas cada dia piorava mais. Não conseguia parar

 

Após uma grande confusão, um golpe pensei em dar:

fingiria que pararia com a bebida e depois voltaria a tomar.

Fingia que estava no AA  para  todos  intender, mas

depois que  me esquecessem, voltaria a beber.

 

Ao chegar na Obra, um senhor me atendeu

vendo meu aspecto físico, meu estado percebeu

Queria eu entrar, para que a coisa acalmasse

ele disse não ! Só se eu me ingressasse.

 

Fiquei sem saber, naquela hora o que fazer.

Se voltasse para casa, poderiam me prender.

Por um segundo,  pensei em ir embora

Mas com o risco de uma represália, fiz meu ingresso sem demora.

 

Entrei na sala, com muita vergonha e covardia.

Se algum conhecido me visse ali, como eu explicaria ?

Na primeira cadeira eu sentei e, praticamente fui obrigado a ouvir,

sem mesmo me conhecer, um sermão eu senti.

 

Sua história, não era muito diferente da minha.

Havia tanta coincidência, que pasmado me sentia.

Se eu não tivesse ido sozinho, juraria que de mim tinham falado.

A partir daquele momento, sabia que não era um safado.

 

Nos dois primeiros anos, vendo a vida melhorar;

fazia muita gracinha, falava muito sem pensar.

Meu padrinho era durão, nem bola nesta hora me dava;

eu ficava sentido, ele não me apoiava..

 

O tempo passou e eu melhorei, só ai eu entendi o que ocasionou;

mesmo sem muita conversa, sempre de mim, ele cuidou.

Hoje ele não esta mais na terra, foi trabalhar direto com o Superior

veio em sonho e me deu um abraço. Sou grato, sou seu admirador.

 

Uma Palavra amiga.

         Dedico a Lourdes Maria

 

 

Eu tinha acabado de chegar em AA. Foi quando uma senhora muito simpática chegou e perguntou: Se você pegar um neném (recém nascido) agora no colo o que você faria com ele? - Eu respondi; eu o trataria com muita delicadeza e carinho. - Então ela disse: - Você está acabando de renascer ou nascer para um mundo melhor. Cuide bem de você. Trate você com muito carinho tenha paciência com você mesmo. Ninguém no mundo é mais importante para você do que você mesmo. Ame você. Se possível, ponha até talquinho em você.  - Eu estava muito inchado tipo gordo, muito mal arrumado e o excesso de bebida saia no  suor e eu sentia que cheirava mal. Se não fosse a benevolência da minha família, eu não tinha a onde cair morto.- Esta senhora não sabia que eu tinha duas crianças,  uma recém nascida com alguns meses de vida e outra com um ano em casa. - Refleti o dia inteiro, levei esta reflexão para a semana, para  o mês e até hoje 23 anos depois eu pratico o que esta fada madrinha falou.- Graças ao AA paralisei com alcoolismo, lembro muito bem de ter comprado umas roupas novas, comecei imediatamente a controlar minha alimentação e comecei a emagrecer,  também comecei a andar limpo e cheiroso, e assim que pude, comecei a fazer meu patrimônio. Cuidei dos meus filhos com tanto carinho e respeito que são mais livres que o vento e nenhum deles tem um vício se quer. - Tem coisas que valem mais que ouro.

 

 

 

 

A mulher do caminhoneiro

 

         Estava pensando em visitar um grupo e iria assistir uma reunião, chamaria uma irmã de meu grupo base e iríamos ao bairro vizinho, uma vez que não temos reunião hoje no nosso grupo. Assim, como todo AA, tomei meu banho me arrumei e quando já estava na porta para sair o telefone tocou. Voltei e atendi – era a mãe do meu filho dizendo que ele viria me visitar hoje pois não teria aulas amanhã  pois haverá uma reunião de professores no seu colégio – Como moro só, fiquei então com receio de sair e se ele não lembrar da sua chave, ficaria de fora – então sentei e esperei. – passaram-se alguns minutos e eu sem saber o que fazer pois já estava pronto para ir a uma reunião de AA., quase que sem querer, cheguei até a minha porta que dá vista para a rua e vi que a minha irmã/companheira de AA, estava chegando em minha porta  (a mesma que eu pretendia pegar para irmos a uma reunião). Foi quando ela chamou-me – abri a porta e ela entrou – então contei que já estava de saída e que meu filho viria – tomamos um café – então resolvi ligar para meu filho e perguntei que horas ele chegaria – ele falou-me e então ao invés de irmos para uma reunião resolvemos tentar localizar uma alcoólatra, uma senhora, que diziam os vizinhos que bebia muito –     Fomos procurando e a única referencia que tínhamos é que era a esposa de um caminhoneiro – entramos mais ou menos numa rua e resolvemos perguntar a um casal se conheciam uma mulher que estava bebendo muito que era esposa do caminhoneiro, este casal,  quase que de imediato nos mostrou a casa e nos disse o nome – fomos até o local e chamamos na porta – foi quando uma senhora já alcoolizada nos atendeu – então antes de nos identificarmos como membros do AA, dissemos : - podemos conversar um pouquinho com a senhora – ela disse: não tenho tempo – estou servindo a janta – nós insistimos e dissemos somos membros de Alcoólicos Anônimos – ela então se interessou e quando começamos a conversar ela começou a chorar  e nos seus choros – dizia que  queria muito parar de beber – confesso que a princípio pensei que fosse papo de bêbado tentando mais um golpe para justificar sua necessidade de beber mais - mais não era - .e o volume do choro foi aumentando a ponto de soluçar – minha irmã, mulher carinhosa então a consolava  - eu pedia calma – nós a abrasávamos, eu tentando acalmá-la e minha irmã de obra tentando consolá-la - foi quando fizemos em conjunto , eu e minha irmã, a Prece da Serenidade aí  aconteceu o inesperado – UM ESPÍRITO ABAIXOU NELA.e tentou me agredir – rosnava e veio tentando unhar-me  dar socos e tapas, tudo isto, como disse rosnando – parecia revoltado, como se alguém tivesse tentando tirar alguma coisa dele – eu acredito nisto agora. Estávamos tirando seu modo de beber – confesso que não acreditava nisto – achei, há mais de 25 anos, que alcoolismo era uma simples doença sem cura  - a partir deste momento tenho certeza que é uma fonte de encosto par outros espíritos beberem usando um ser humano -  mas, continuando o assunto, o espírito ficou bravo – sou um AA tranqüilo, destes que gosta de trabalhar e mais que isto gosto de lutar pela vida de um alcoólatra pois sei bem o estrago que fiz no meu alcoolismo – então , vendo o espírito muito agressivo, eu disse: - quem é você, coitado, eu sou um AA – neste exato momento vi minha irmã de obra agarrar ela para não deixar o espírito me agredir – coloquei a mão na cabeça de nossa abordada e disse – sai em nome de Deus – em nome do nosso Poder Superior de AA vai embora – ele (o espírito) foi, voltou mais calmo – foi, voltou e foi – Nossa abordada não parava de chorar e , a mesma que não tinha tempo, agora mudou, insistiu até que entramos na sua casa. Quando entramos minha irmã ficou num sofá dando a maior atenção e como já disse continuou a consolá-la o tempo todo  - sentei-me no outro sofá, ela então apontou para o outro sofá onde eu estava sentado e mostrou-nos uma bíblia que estava lendo, pedindo a Deus que a ajudasse a sair do alcoolismo (parar com a bebida).

         Conversamos bastante, mas devido ao tumultuo que houve na porta, começou-se a chegar curiosos e achei melhor irmos embora e voltar para buscá-la no outro dia – nosso AA por natureza deve ser discreto – ela agradecia o tempo todo e se dispôs a freqüentar nosso AA.

 

 – me desculpe – Deus seja louvado

 

 

UM ENVANGÉLICO EM APUROS

         Estávamos numa reunião no Grupo Lagoinha de AA . Éramos poucas pessoas pois era daqueles dias chuvosos e quase ninguém foi à reunião neste dia. Já era entre 17 e 18 horas quando um homem bem sujo e maltrapilho entrou. Estava com o rosto meio inchado , pois havia acabado de levar um soco de outro andarilho – pediu pra assistir a reunião e, como sempre o grupo faz, o recebeu prontamente – Foi lhe dada à palavra e este senhor começou a narrar sua história que foi assim:         -  Eu sou membro de Alcoólicos Anônimos. Ingressei-me a muitos anos atrás, depois que me ingressei em AA tive sucesso na vida, a minha esposa é evangélica e éramos muito felizes. Tenho uma família maravilhosa. Sou bem empregado, trabalho na firma tal, resido em outro Estado, na verdade me resido no Espírito Santo. Tenho dois filhos adolescentes que são filhos maravilhosos e não me deram qualquer tipo de trabalho. Eles não têm qualquer tipo de vício ou maus hábitos. São bem criados. - Ocorre que abandonei o AA e comecei a freqüentar a Igreja Evangélica com minha esposa. Foi depois de algum tempo que já tinha abandonado o AA e já bem influente na Igreja que o pastor disse que eu já estava liberto – que não precisaria mais me preocupar – que era pra eu pegar as literaturas de AA e queimar. E, assim, eu fiz – queimei tudo que era de AA. – Depois disse que eu podia tomar um cálice de vinho. Mais uma vez acreditei nele, que representava nossa igreja e tomei. Daí por diante a minha doença voltou. No outro dia bebi dobrado e no outro também e assim sucessivamente e não parei mais. Ele, este pastor, vendo meu estado, foi na minha casa e levou minha família, e eu não sei pra onde. Eles sumiram, eu fiquei só. Eu estou na rua não sei quanto tempo, não sei como vim parar aqui em Minas Gerais. – acabei de tomar um soco na cara  eu vou matar quem me deu este soco e se eu pegar o pastor, vou matar ele também.

         Nesta hora, foi dada a palavra a um veterano que estava na reunião e o veterano disse: - Vai matar ninguém não – Vamos pedir a nosso “Poder Superior” para abençoar estes dois - . o visitante se espantou – e continuou o veterano – Primeiro – o que te trouxe neste momento a esta sala, que é a sua casa, foi este soco. Isto feriu mais seu brio que o aspecto físico. Talvez sem ele (o soco) você ainda estivesse na rua neste momento – Segundo - vamos pedir a Deus pra que abençoe este pastor. Ele ainda não sabe que alcoolismo é uma doença progressiva , incurável e de fins fatais. E que Alcoólicos Anônimos é uma obra de Deus. Ele é um entusiasta com sua igreja e nós vamos respeitá-lo mas pelo visto não entende nada de alcoolismo. Ele ainda , mesmo sendo pastor, não percebeu que Jesus Cristo quando veio aqui, curou todo tipo de doença mas não consta na Bíblia que Ele tenha curado um único alcoólatra. – e completou o veterano: – agora você aprendeu – uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra – Alcoólicos Anônimos é sua casa – seja bem vindo.

         Já era quase 19 horas – foi solicitado que alguém do grupo o levasse ao albergue para ele tomar banho, trocar de roupas, jantar e poder dormir – assim alguém do grupo o levou.

         Na manhã seguinte ele, já bem vestido, e com uma aparência melhor,  estava na porta do grupo – nosso secretário trabalhava num restaurante em frente ao grupo. Ele chamou o secretário e disse: Por favor me deixe entrar no grupo, eu estou louco para beber. – O secretário então o colocou para dentro do grupo e por segurança, trancou a porta. Ou seja, ele ficou trancado dentro do grupo. Passado alguns minutos o secretário com medo que alguma coisa pudesse dar errado e a responsabilidade recairia sobre ele, resolveu a dar uma olhada se estava tudo bem com nosso irmão dentro da sala. – Foi quando nosso secretário teve uma surpresa –Ao abrir a porta, viu que ele estava rezando de joelhos diante a um crucifixo que ficava entre os retratos de Bill e Bob. Assim, nosso secretário ficou mais tranqüilo e buscou almoço para nosso irmão. Passaram-se algumas horas e nosso irmão assistiu uma reunião normal e voltou para o albergue – voltou no outro dia – e, começou a passar mal por falta de álcool – mas desta vez, deixou o telefone, o endereço e os nomes de pessoas de sua família – nosso secretário chamou uma ambulância, arrumou uma assistência médica de urgência – ligou para a família que estava preocupada com ele, - vieram a Minas Gerais, o encontraram em tratamento num hospital – Ele melhorou, (desintoxicou-se), a família o levou – a empresa onde ele estava empregado o recebeu – daí mais ou menos uma semana , ele ligou para o Grupo, agradeceu a todos. Estava bem – voltou a freqüentar as reuniões de AA em seu Estado.

 

milagre pela luta - manoel coutinho

22/01/2013 17:33

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ALCOOLISMO
 
 
Milagre pela Luta 
 
 
 
                                               Manoel Coutinho
 
 
 
 
 
 
(031) 3454.74.69 
 
MILAGRE
PELA LUTA
 
 
 
 
RETRATA A  VIDA DE UM ALCOÓLATRA
NO DESENVOLVIMENTO DA DOÊNÇA ATÉ SUA PARALISAÇÃO com o alcoolismo
 
Milagre pela luta na verdade, são transformações. Parte por uma abstinência alcóolica,
Parte por aprender novos métodos de vida,
Parte por querer corrigir as próprias falhas e
por ter coragem de lutar contra meu pior inimigo,
eu mesmo. Mas, que foi Milagre, foi.
 
DEDICADO A MINHA MÃE, TODA A MINHA FAMÍLIA E A TODOS MEUS PADRINHOS E MADRINHAS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
                        Manoel Coutinho
Ao leitor,
 
        Toda narrativa de um escrito na Primeira Pessoa do Singular, é inicialmente chata de se ler.- Não tive como dar meu próprio exemplo que não fosse por este lado. Ocorre que, meus filhos sendo filhos de um Alcoólatra, conseguiram perceber que alcoolismo é muito perigoso, talvez, porque vez em quando, eu os levava para uma sala de AA e todos admiram e gostam da Obra e nenhum deles tem um vício sequer. A mesma sorte, não tive com alguns de meus sobrinhos, eles não sabem ainda que alcoolismo segundo a Organização Mundial da Saúde é uma doença progressiva, incurável e de fins fatais, e segundo a Alcoólicos Anônimos, é uma doença progressiva, física, espiritual e emocional. Também ainda não perceberam que quase todo caso de Drogas, inicia-se pelo álcool. Eles, estes poucos sobrinhos, não todos,   acham que o Tio tem problemas alcoólicos, emocionais e espirituais e que eles não e, dão muito trabalho. Portanto, as coisas acontecem na minha própria família e eu às vezes, não tenho como ajudar, ou simplesmente nada posso fazer, mesmo tendo mais de 20 anos de abstinência alcoólica. - O mais interessante, é quando vou dar meu testemunho dentro de uma sala de AA., principalmente no Grupo onde faço freqüência, alguns membros, mal encaixados, por desconhecerem meu passado, meu trabalho e minha gratidão,  acham que eu estou faltando com a verdade, principalmente quando entro em detalhes das minhas passagens alcoólicas e familiares - Assim, não tive outra alternativa, senão escrever como um desabafo pessoal, apesar de resumido, para não cansar o leitor, e não expor demais a individualidade dos meus.
         Várias passagens de minha vida será reconhecida por pessoas que mesmo sem citar o nome, sabem do ocorrido, testemunharam, viram e, na maioria das citações, conviveram com a situação... -
         Por favor tenham paciência ao iniciar a leitura e se possível, leia a parte III duas vezes. - Desde já, dispenso estrelismo ou honraria, principalmente como membro do AA.  Porém, agradeço a todos.
Manoel Coutinho
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALCOOLISMO
 
Milagre pela luta
 
 
                               PREFÁCIO
 
        Na primeira parte fiz uma narrativa do que penso como surgiu a doença alcóolica e outras; às vezes fundado num exemplo ou às vezes geneticamente ou quem sabe já não era uma pré disposição para o vício. - Nisto fica a critério do leitor. - Também narro com muita propriedade que se conselho, ou exemplos de boa conduta bastasse, tal doença não teria originado e muito menos evoluído. - Também fica muito claro que ninguém, nem meus irmãos que fizeram um papel de pai e nem minha mãe, conseguiram travar meus  vícios.
A segunda parte, narro o desenvolvimento da doença alcóolica. A necessidade de ganhar dinheiro, de arrumar outras rendas a necessidade de me firmar como uma pessoa bem sucedida que sempre acabavam com bagunças aliadas basicamente ao alcoolismo. - Também narro com uma certa felicidade a tentativa de paralisar ou melhor, diminuir com meu alcoolismo mesmo com uso de remédio (medicamentos ) numa alto medicação. Mesmo isto sendo de um risco, acaba que começou ali a tentativa de controlar meu vício. Outra tentativa apesar de não declarada, foi o casamento. Talvez, com responsabilidade de um homem casado também diminuiria. Só que deu tudo ao contrário e a doença cada vez desenvolveu mais.
A terceira parte também narra com uma certa felicidade a descolocação de uma pessoa que não queria parar de beber e freqüentou Alcóolicos Anônimos. - ou seja, a sua cabeça não queria paralisar com o alcoolismo, a sua conduta social e familiar praticamente exigiam do mesmo. - Neste ponto observar que toda a luta é contra eu mesmo. Observar também que  mesmo não querendo paralisar com meu alcoolismo, ao ingressar no AA comecei a ter sucesso nas minhas atividades comerciais e familiares; -  Ou seja, mesmo não entendendo, valia a pena de lutar mais um dia . A felicidade das conquistas de uma certa forma compensava o sacrifício até um determinado limite. O risco de voltar a ingerir bebida alcoólica era grande e graças as pessoas maravilhosas de Alcóolicos Anônimos não voltei a beber até hoje.
        A quarta parte , faço uma narrativa com muita descrição do sucesso material, porém narro com todo fervor, o sucesso de um doente alcóolico que conseguiu criar seus filhos sem qualquer vício. Não pelo exemplo de fracasso uma vez que meus filhos eram muito novos quando entrei para o AA e sim pelo exemplo de tentar sempre ser uma pessoa correta , por tentar sempre ser autentica. - Exemplos estes inspirados no Livro Viver Sóbrio e Os Doze  Passos de Alcóolicos Anônimos no meu plano de aceitação e nas Doze Tradições de AA para referencias de comportamentos.  Por isto, não poupo elogios ao AA. Aconselho a todos a conhecerem esta bendita OBRA. E ressalto que o milagre do alcoolismo só acontece pela luta. 
       
 
                                       Manoel Coutinho
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALCOOLISMO
 
Milagre pela luta I
 
        Tenho a impressão que meu alcoolismo começou na infância. Quando era bem novinho mais ou menos 4 anos de idade, lembro-me do meu falecido pai  no bar.  Sempre ele comprava um Guaraná Caçula e fazia um furinho na tampinha, portanto todas às vezes que lembro destas passagens sempre me lembro de momentos alegres a té certo ponto muito especiais. Lembro-me também, quando criança, que sempre vi meus irmãos beberem e os dois primogênitos sempre fumaram. Meu pai também, fumava cigarro de palha e minha mãe sempre xingava quando ele bebia. Os Natais na minha casa eram simplesmente emocionantes  ou seja naquela época minha família trouxe consigo para a capital mineira o estilo interiorano ou seja qualquer festa tinha que haver fartura. Qualquer criança vendo exemplos de bebidas alcóolicas ou tabagismo, é claro, acaba assimilando e mais tarde poderá ter vocação para tal habito.- A primeira vez que lembro que fiquei tonto era quando criança não tinha nem sete anos de idade e num Natal bebi bastante vinho e acabei por dormir na esquina onde um menino na época acabou por me carregar até na minha casa - Outra lembrança, foi no casamento da nossa vizinha, eu tinha 8 anos, acabei por tomar bastante chope e não deu outra fiquei de porre. Fui crescendo e a necessidade de dinheiro foi aparecendo, aí tinha vizinho de frente muito trabalhador, e levou-me para vender vela na procissão e depois indicou-me para vender jornais na feira no bairro de Santa Teresa, isto eu já tinha uns nove anos. Juntava eu e mais três vizinhos filhos de um Gerente de uma Garagem de ônibus e comprava-mos cerveja e bebia. Tabagismo tenho até vergonha mas tenho que falar, eu aprendi a tragar um Cigarro com 8 anos, e tinha inveja de um amiguinho que aprendeu com 7. Portanto muito cedo aprendi a ganhar dinheiro e a ter vícios. Passado mais uns dois ou três anos, Os psicotrópicos, na época chamávamos de bolinha a maconha passou a fazer parte intensiva no bairro onde eu morava, portanto virou moda entre os jovens. Também não posso esquecer que às vezes tomávamos Xarope. “Meu Deus eu começo a escrever, tenho vontade de chorar”, mas vou continuar.
Até hoje eu não sei porque e nem pra que eu fazia tanta loucura comigo mesmo. Meu pai faleceu eu tinha mais ou menos 6 anos , a partir desta data comecei a dar trabalho. Como disse, eu tinha nele o carinho o conforto a alegria de vida. Meus irmãos mais velhos acabaram em conjunto com minha mãe é claro  me criando. Tive minhas três irmãs na mesma faixa etária. Como minha mãe foi casada por duas Vezes, tinha nos meus irmãos mais velhos os exemplos e tinha nas minhas irmãs o convívio infantil e adolescente. Meus irmãos nunca apoiaram as drogas, todos trabalhadores honestos honrados e na verdade até hoje gostam de uma cervejinha ou um Whisky. Como eu fui criado entre pessoas que bebiam e fumavam tendo eles como referencia de vida, como é que eu como criança não iria fazer o que os mesmos faziam?
Também mesmo dando muito trabalho, enquanto eles puderam , fui obrigado a estudar, a trabalhar a ser honesto honrado e produtivo. No meu passar da infância  para adolescência, dei tanto trabalho que aos 12 anos tentei suicídio, ingerindo excesso de comprimidos. Nesta época dos 12 aos 14 anos a droga tomou conta , tínhamos no bairro um Clube onde dançava-mos bebia e fumava, íamos para as esquinas dividir uns tapas na maconha , íamos para pracinha beber xarope .Bebíamos em qualquer bar e o pior gostávamos de brigar, isto mesmo, quando não tinha mais nada pra fazer um caçava uma briga e igual a bando de cachorros todos brigavam na rua  cheguei uma vez pegar uma garrucha de dois canos e sair para dar um tiro num cara do colégio que tinha me dado um soco na boca do estômago. Também esta mesma garrucha que sempre ficava no guarda-roupas me serviu para outras estrepolias.  Por sorte, acabei por sair do colégio e esquecer o caso. Fazíamos uma turma, onde tirávamos ( roubava mesmo ) todos  enfeites de carros. Fazíamos uma turma para roubar as coisas e mais uma vez, meu Deus , eu não sei porque. - Eu e mais dois vizinhos crianças que moravam um pouco abaixo da minha rua , chegamos a ter quase dois caixotes de enfeites de carro guardados na casa deles. Foi quando nos pegaram roubando e nos levaram em casa e nos entregaram para nossas famílias. Neste dia apanhei muito de um dos meus irmãos. - Quando eu saía na rua percebia que as mães das outras crianças as colocavam para dentro de casa ou seja eu era um mal elemento mesmo. Porém de família distinta e honrada. Minha mãe sempre foi muito respeitada, foi só para que entendamos , uma vizinha que sempre foi solicitada. Todas pessoas que a conheciam, faziam questão da sua amizade. Nunca também me apoiou em qualquer ato fora de uma conduta digna. Portanto fui um adversário de minha mãe mais ou menos dos oito anos de idade até os 27 anos quando conheci Alcoólicos Anônimos. Eu não tolerava minha mãe. Ela não aceitava o que eu fazia.
        Comecei como disse a correr atrás do dinheiro muito cedo, mais ou menos com onze anos de idade  até os quinze ajudei, aliás ele me ajudou. Mas para intendermos, ajudei meu irmão num escola de datilografia e Madureza (supletivo) no centro , depois que meu irmão saiu da sociedade desta escola, ele montou um escritoriozinho de Contabilidade na rua Rio de Janeiro e claro continuamos eu e minhas duas das três irmãs, trabalhando com ele. - Também estudamos. Todas as vezes que ele crescia em seus negócios ele nunca esqueceu de nós. Sempre brigava muito comigo por não querer estudar ou não estudar direito. Este meu irmão foi tendo muito sucesso em seus negócios. O meu outro irmão acabou por comprar uma padaria em Brasília DF. Como eu sempre fui muito esperto, bom de jogo, fui mandado para lá para ajudar o outro irmão a tomar conta de seu comércio. Isto penso eu, foi minha sorte para não entrar no mundo das drogas, saí da turma que era da pesada aqui em Belo Horizonte. Quando cheguei lá é claro não me adaptei, tinha na época uma namoradinha aqui, tinha minha turma minha vida e a melancolia ajudou mais ainda  a desenvolver meus vícios. O meu irmão de Brasília, vou ressaltar mais uma vez, muito honesto, porém muito calado não gostava de mandar nos mais novos , aí eu peguei o boi. Trabalhava no caixa da padaria e após eu ir e voltar acabei por ficar lá em Brasília . Tinha o dinheiro para beber cigarro à vontade e meu irmão não me chamava muito a atenção. Eu como já disse era trabalhador esperto e até certo ponto inteligente. Portanto ninguém perto de mim fazia qualquer coisa errada contra meus familiares.- Ocorre que conheci das Boates à Zona Boêmia , se não me engano chama “as casas”, os restaurantes os centros comerciais tudo isto no meu estilo boêmio ou seja com 15 para 16 anos já era viciado em bebida cigarro e boêmia, as drogas usava de vez em quando só para acompanhar algum amigo. Nunca comprei drogas.- Fiquei em Brasília até os 18 anos, meu irmão não agüentou, eu estava saindo com a mulherada bebendo todas e na hora de abrir a padaria, quem disse que eu dava conta de levantar cedo. Coitado do meu irmão, ele não merecia aquilo que eu estava fazendo. Os empregados ficavam de fora esperando alguém chamar meu irmão para abrir. Resultado lógico, fui deportado, voltei para Belo Horizonte.
        Quando voltei, comecei em pouco tempo a trabalhar de novo com o meu irmão que tinha um escritório de Contabilidade. Este estava muito bem de vida, seus negócios prosperaram muito e além do escritório grande ele em pouco tempo adquiriu uma industria de Aspersoress e produtos para irrigação.
Como sempre, este meu irmão tem mania de ser nossa outra mãe, isto mesmo. Estudou todos os irmãos mais novos , vários sobrinhos, casou minhas três irmãs muito bem, fez tudo para que eu fizesse um curso superior e eu não quis o trabalho e a boêmia eram minha vida. A medida que ele foi ganhando dinheiro sempre facilitou a vida dos outros irmãos. Tínhamos um prestígio social, éramos e somos ainda muito respeitados. Graças a conduta exemplar de minha mãe e o sucesso pelo trabalho de meus irmãos e  minhas irmãs muito bonitas,. Eu podia ser tranqüilamente a OVELHA NEGRA DA FAMÍLIA. Todas minhas irmãs nisto se inclui uma sobrinha que regula idade com a gente, e todos meus irmãos até hoje querem e gostam de cuidar de mim. - Após algum tempo de  trabalho no escritório, fui servir exercito, meu Deus, outra bagunça na minha vida. Por ter sido fiel aos meus irmãos, achei que não precisaria receber comando de ninguém, salvo ser for uma coisa técnica e prevista. Por exemplo um professor manda na sala de aula. Mas ele não pode dar uma bomba pelo simples prazer. - No quartel, aprendi na verdade a ver a vida como ela é, e o pior , não aceitei.- Dei muito trabalho, encarei um Cabo velho, dei o cano no sargento, arrumei uma briga entre dois tenentes, dei uma surra num soldado grandão que era um puxa saco. Eu não fui expulso não sei por que, ou melhor acho porque sempre lutei por  quilo que julgo correto, não sou mal caráter, minha família não deixou, por isto todas as vezes mesmo errado, eu tinha um princípio correto, isto deixava e deixa sempre os outros em dúvida.  Da bebida e do cigarro eu não largava, na verdade eles me ajudaram a me socializar. Era fácil fazer um amigo com algumas garrafas de cervejas e um maço de cigarro, mas na verdade, sempre optei por companhia feminina. Como disse, quando criança, sempre vi meus irmãos mais velhos acompanhados de mulheres bonitas.
                Quando saí do exercito meus irmãos tinham comprado uma Churrascaria no Bairro Gutierrez e mais uma vez, fui tomar conta e trabalhar no caixa. Aí virou mamão com açúcar, bebida a vontade, dinheiro na minha frente, mulher de todo lado,  varava madrugada quase todos os dias e acreditem, serviço eu sempre gostei também e tinha à vontade. - Nesta churrascaria reencontrei a minha namoradinha que fui obrigado a deixar quando fui para Brasília. Quando eu a reencontrei já estava com 22 anos, namoramos 3 anos e pouco e casamos.
 
 
 
ALCOOLISMO
 
Milagre pela luta II
 
        Eu trabalhava na churrascaria e estudava contabilidade no IMACO, acordava mais ou menos 10 hs trabalhava, servia almoço, dormia, acordava às 17 hs trabalhava até mais ou menos 19 hs ia para o colégio , voltava 22:30 hs trabalhava até varar a madrugada, dormia um pouco e acordava para servir almoço, pouco tempo tinha para namorar e por isto acabei por desistir de um namoro antigo. Nos fins de semana nossa churrascaria era muito movimentada , minha mãe fazia questão de trabalhar com a gente nunca quis qualquer tipo de remuneração. Meu irmão me deu um carro e aí ficou mais fácil, qualquer folga eu estava na boêmia e na mulherada. Mais tarde acabei por capotar este carro.- numa destas noites, quando estava trabalhando, encontrei minha ex. namorada com suas irmãs e alguns amigos, não deu outra, começamos a namorar de novo.  Eu já não queria ficar preso a um sistema o tempo todo, eu precisava de tempo ou perderia minha namorada de novo. Meu irmão caçula do primeiro casamento de minha mãe, comprou um bar na rua Pouso Alegre e me chamou para ser sócio. Lógico que eu topei. Larguei a churrascaria, esta foi arrendada para um primo, o bar não deu certo pois eu bebia demais, fiquei enchendo o saco do meu primo achando que eles me deviam alguma coisa. Também meu primo não merecia aquelas palhaçadas que eu fiz. Acabei por voltar a trabalhar no Escritório de Contabilidade outra vez e para ajudar na renda comecei a fazer um serviço complementar na época que era copiar diário em sistema de gelatina. Isto dava uma boa renda. - Pedi meu irmão aumento de salário ele não quis ou não podia dar, então pela primeira vez na vida procurei emprego. Fui embora numa quinta-feira e sei que pela primeira vez fiquei um dia atoa dentro de casa . Minha mãe ficou surpresa, eu disse que iria arrumar outro serviço. - Comprei o jornal de domingo, escolhi vários anúncios onde solicitavam empregados e fui na MBR pois esta era perto da minha casa. Cheguei mais ou menos 10 Hs, fiz os testes e aí ficou quase na hora de almoço, então voltei para casa iria almoçar e depois do almoço iria procurar emprego em outras empresas.  Qual foi minha surpresa, quando cheguei em casa, havia um recado que era pra eu voltar urgente na firma que eu havia procurado emprego pois o meu perfil se encaixou no cargo e salário que eu pretendia. - Deixo bem claro, procurei emprego somente uma vez na vida e fui admitido. - O Salário que eu pedi era quase cinco vezes o que eu ganhava. - Advinha? Minha boêmia outra vez explodiu. Trabalhei só cinco meses, outra vez fiz uma confusão danada, eu sempre tinha que dar um golpe em alguma coisa. Também não sabia receber ordens e ainda os puxa saco que acabam por dedurarem, fui mandado embora. Minha irmã mais nova que eu tinha montado um escritóriozinho de Contabilidade e estava atrasada com o aluguel, como eu copiava diário para contadores e comprei todo equipamento, então resolvemos a fazer uma sociedade. Não tínhamos  dinheiro nem para aluguel, aí fui e comprei outro escritório onde o outro contador prestava serviços para três ou quatro firmas, minha irmã desesperou, falou : - Você é louco, eu não piso mais aqui. E não pisou mesmo - Como já disse sou bom de jogo, de negócio, eu não me lembro direito, mas vendi os móveis do outro escritório, vendi o ponto do outro escritório. Paguei o aluguel, minha irmã afirma que não mas eu afirmo que sim, paguei uma máquina de escrever, fiz uma sociedade com um amigo que vendeu seu carro comprou mais alguns clientes, compramos um escritório luxuoso em um prédio muito bonito na rua Goitacazes de adivinhem ? - Eu e meu sócio começamos a beber tanto que nem o escritório nem nada daria certo. Meu sócio saiu, eu como sempre fiquei com a responsabilidade final. Revendi o Escritório para mesma pessoa que eu comprei , ela não me pagou até hoje. - Tive que começar tudo de novo, meu irmão contador tinha mudado seu escritório para uma casa e me cedeu um quartinho nos fundos. Os sócios dele sabiam que eu era folgado e não me deram folga. Aí pela primeira vez fui a uma farmácia e comprei um remédio que intoxica o fígado, não sei o nome, só sei que quando a gente bebe o remédio não pode ingerir bebida alcóolica senão a pressão sangüínea no rosto sobe e fica todo vermelho. Tomei não sei bem a quantidade só sei que pela primeira vez passei um mês sem beber. Percebi que quando eu trabalhava e não bebia as coisas eram mais calmas mesmo as vezes eu ficando muito nervoso.- comecei graças a algumas paralisações alcoólicas a juntar um dinheirinho e em três meses comprei um outro escritório em outro prédio. Minha namorada, gora nesta altura noiva era muito bonita, mesmo sem uma renda que desse para sobrar, acabei casando. Meu sogro caprichou na festa num clube classe A de Belo Horizonte o Buffet muito bem feito minha esposa muito bem colocada isto em todos os detalhes de uma noiva - Eu, por outro lado mandei filmar, é verdade que dei o cano na filmagem, mandei fotografar, caprichei no meu terno  enfim o casamento acho, foi lindo. No dia do casamento meu irmão mais velho (machão) começou a chorar, eu pensei que fosse porque ela estava preocupado comigo, quando perguntei porque ele estava chorando o mesmo respondeu  EU ESTOU COM DÓ DA SUA ESPOSA.  e fui morar na casa de minha mãe.
        Na lua de mel, como já disse tenho uma família além  da imaginação, ganhei as passagens para o nordeste de ônibus, hospedagens dinheiro e tudo mais e passagens aéreas de volta - Na lua de mel por duas vezes bebi descontroladamente, bagunça e confusão parece que gostavam de mim, a responsabilidade com filha dos outros era muito grande, eu estava acostumado a namorar e entregar ou seja eu não tinha compromisso nenhum senão de namorar, por isto podia beber à vontade . A vontade que eu tinha era de pedir anulação do casamento, mas sobre qual motivo ? para eu poder continuar a beber ? isto não ia funcionar.- Quando voltamos e fomos para casa da minha mãe passava alguns dias e depois voltava a bagunça de novo. Um dia minha irmã mais velha e minha sobrinha queriam me dar uma surra elas não aceitavam meu comportamento. Minha mãe acabou por tocar-me de casa. Aí fui morar na casa do sogro; a mesma coisa com uma pequena diferença, ele segurou corretamente a filha e o neto  dele (nesta época já tínhamos um filho)  e me pôs pra fora.- Meu irmão, como já disse,  que é uma Mãe. Acabou por alugar um apartamento no bairro Hermelinda, me colocou lá e, acreditem, minha esposa que sempre lutou pelo casamento foi morar comigo de novo. Quando no apartamento alugado, a princípio parecia que tudo ia dar certo, minha esposa não tinha e ainda não tem muita habilidade com os afazeres de casa, -  Nesta época, nasceu meu segundo filho, meu Deus piorou tudo, eu estava doido para separar mas cada vez ficava mais difícil. As responsabilidade cada vez aumentavam. - 
A última vez que bebi bebida alcóolica eu comecei às 10hs da manhã e parei a 01Hs da manhã. Cheguei em casa muito tonto batia a campainha pois estava sem as chaves, minha esposa atendeu a porta  me viu naquele estado e fechou a cara. Então eu disse: se você não está satisfeita então vou sair e beber mais. Mal eu saí ela fechou a porta rapidamente quase em minha cara. Eu pensei quem paga as contas sou eu, quem é o responsável pelo apartamento sou eu, eu meti o pé na porta e quebrei, e aí  quebrei tudo que estava na frente e salvo engano acabei por machucar minha esposa. - No outro dia pela manhã fui visitado pelo meu cunhado, ele me chamou a tenção pelos meus atos e disse: - Eu já conversei com seus irmãos e nós vamos te internar. - Como eu já disse, o caráter dos meus familiares é alguma coisa além da imaginação. Portanto, se eles disseram que iam me internar, era questão de tempo para eu cair no hospital e dar adeus a minha vida boêmia. Aí lembrei que minha mãe sempre dizia para eu procurar Alcóolicos Anônimos, pois um médico, um tal de Dr. Olímpio, foi para o AA e nunca mais bebeu. - Eu respondia, na época para minha mãe: - Este lugar é para coitado, eu não sou coitado, eu trabalho, eu estudei até onde eu quis . Só que na hora de ameaça de internamento pensei : - Vou pra este tal de AA, finjo que parei de beber, quando eles esquecerem de mim ou desistirem de me internar, volto a beber. Procurei um amigo e cliente e este curiosamente tinha entrado para o AA e tinha quase 6 meses que não bebia. Ele me falou mais ou menos onde era, como era exatamente no prédio onde meu irmão já tivera um escritório e eu já tinha trabalhado ali, não foi difícil encontrar. Quando cheguei no prédio, fui conhecido pelo ascensorista e eu perguntei ao mesmo onde era o AA. Ele então me perguntou : - Por que? Você esta precisando disto ? - Então na maior cara de pau menti e disse : -  Eu não, isto é para os parentes da minha mãe. Minha mãe não tem o que fazer e acaba  envergonhando a gente.  - Cheguei no AA e acabei fazendo meu ingresso e como vocês verão, dei seguencia à programação. O Mais interessante disto tudo é que eu até na hora do AA, eu pessoalmente, não tinha sofrido eu tinha feito todo mundo sofrer.  Não sei como o casamento perdurou eu já estava freqüentando o AA. Não concordava com nada nem com ninguém, meus nervos explodiram. Eu cheguei quase a enlouquecer por falta da bebida. As pessoas do AA eu achava ora enxeridas , ora falsas, como tinha um escritório próximo ao AA eles sempre me visitavam eu ficava de olho neles. Fui desinchando e Piorou , doía tudo, chegava a abaixar de dor no fígado e sabia que se eu bebesse uma a dor pararia. Chamei um companheiro e disse: eu não estou aguentando . Este irmão de Obra, aconselhou-me a procurar um médico e eu disse: - Eu não procurei médico para começar com esta palhaçada, eu vou morrer mas eu não bebo. -
 Dois filhos pequenos e  tivemos o terceiro filho, na verdade uma filha - Meu Deus, eu não agüentava olhar para cara do neném, achava que minha esposa estava fazendo aquilo para me prender eu queria ir embora e ter uma vida boêmia. - Graças a uma irmã que também gosta de ser minha mãe, fui para um Psicólogo, na verdade uma Psicóloga e comecei até certo ponto a equilibrar minha vida, aí achei que não mais precisava de terapia pois isto custava dinheiro. Acreditem mais uma vez ficou pior do que estava.  Além dos maus tratos, comecei a pensar que por estar abstemio os outros teriam que me intender, acreditem só os safados me entendiam , os outros me corrigiam. Foram quase dois anos abstênio e sofendo muito. Como já disse, quando eu bebia, tinha um escritório de Contabilidade onde eu disputava velhacaria. Eu chegava num lugar e começava a beber, sempre bem falante descontraído com todo aparato de um profissional bem sucedido, gastava bem fazia amizade com o dono geralmente de um bar , restaurante ou boteco e depois o convencia a tirar sua escrita e passar para meu escritório. Quando ele passava, para organizar do meu modo ou corrigir alguma coisa eu cobrava bem alto e punha a culpa no outro profissional. - Cansei de provocar brigas. Quando parei de beber, eu que também ( na época) costumava trocar meus honorários por bebidas, comecei a cobrar e até certo ponto exigir meus recebimentos. Os clientes mal acostumados foram saindo um por um; ia quebrar de novo. Comecei rapidamente a fazer serviços de despachante preparando aposentadorias para os outros. Fui convidado a fazer trambiques até por um falso membro de AA. Meu caráter não deixou.- Com minha explosão nervosa, minha esposa não agüentou, chamou minha sogra e foi embora com meus três filhos. Sofri demais. Minha loucura ou no mínimo minha estupidez não deixava ninguém viver nem eu mesmo. - Se não fosse alguns padrinhos de AA eu não teria dado conta. Deus abençoe estas pessoas, eu não tenho como agradecer esta Obra. Apenas tento servir para ver se algum dia consigo retribuir.
ALCOOLISMO
Milagre pela luta III
        Na minha chegada ao AA, não acreditava em nada e nem em ninguém e para completar a revolta tomou conta no Geral.- Trouxe para MEU PRIMEIRO DIA DE REUNIÃO, um monte de incógnitas, duvidas e maus hábitos e um monte de fracassos pessoais, nisto vou citar alguns: -  Havia como já dito na última bebedeira quebrado tudo - Minha esposa é claro tomou pavor de mim - o assunto do meu bairro era eu -  Minha família não sabia mais o que fazer e por isto ameaçou internar-me - Meu dinheiro só dava para a bebida o resto era conversa fiada - Um Recém nascido e uma Criança dentro de casa e o pavor convivendo junto , com uma violência alcóolica - Não tinha nada a não ser uma vaidade pelo uso do álcool - Desequilíbrio emocional eu estava esbanjando. Eu estava muito gordo (inchado) e meu cheiro era de carbureto. - Eu não conseguia dormir sem beber - e quando dormia bêbado, caia ou sempre me atirava para fora da cama e acabava dormindo no chão - Quando bebia muito, chegava em casa com receio de ficar doente e comia um prato duplo de comida e ia dormir. Por criação, não aprendi a ter medo de outras pessoas portanto  fui, sem querer, uma grande ameaça para os outros - Via toda minha família tendo sucesso material e eu não tinha nada - não aceitava conselhos e nem sugestões . 
        Entrei para a sala de AA, sentei na primeira cadeira, e comecei a ouvir os outros. - Uma coisa interessante foi quando eu ouvi o depoimento de um bilheteiro, vendedor de loterias, ele disse que tinha dois anos que não bebia. Eu achei esquisito, se uma pessoa gosta de beber como eu bebia , como é que fica dois anos sem beber ? - Ou ele ficou doente e o médico proibiu (pensei eu ) ou ele nunca gostou de bebida. Ou então este homem fez pacto com o capeta. O curioso que as mensagens foram todas para mim. Ou seja, todas me serviam de uma forma ou outra. Quando fui chamado para receber minha ficha de ingresso e aceitei a ficar, pensei de novo, meu Deus como é que eu vou dormir sem beber. Os exemplos de passagens alcóolicas eram ótimos mas e a minha condição atual, como é que eu faço. - Ingressei neste dia com outro companheiro, curiosamente nunca mais o vi - De uma certa forma para primeira reunião eu senti e sabia que eu não era o único a ter problemas. O mais interessante foi quando acabou a reunião e todos me abraçaram - Pensei mais uma vez, eles estão fazendo isto pensando que tenho algum dinheiro. - Outra mensagem que não me saiu da cabeça, foi de um companheiro que disse que de tanto ficar com o cotovelo no balcão e a mão no rosto esperando alguém para pagar uma bebida, a blusa que ele usava furou no cotovelo. Eu como todo alcoólatra, sou experiente em golpes por isto eu sabia que se não fizesse algo cairia nesta situação - uma coisa que muito me incomodou foi a minha suadeira, suava tanto que eu mesmo estava incomodado comigo e engraçado, não percebi ninguém se incomodando, parecia que isto era normal para eles - outra coisa muito interessante foi o bate papo depois da reunião num cafezinho amistoso. - Algumas pessoas estavam de cara boa outras mais sérias mas todos deram um sorriso para mim.  A reunião acabou 19 Hs - fui para casa mostrei a ficha de ingresso para minha esposa, isto ainda fazia parte do Golpe para não ser internado. Ela nem bola deu. - No outro dia voltei a reunião no mesmo horário, como  eu não podia nem imaginar, fui muito bem recebido de novo. E outra vez fiquei desconfiado. O que este povo quer de mim ? - Aí percebi que todos contribuíam na sacolinha e pensei; - Eu sabia, isto aqui é para arrecadar dinheiro de bobo, coloquei uma mixaria e esperei a reunião acabar . - No terceiro dia comecei a perceber que tinha três dias que eu não bebia e não estava com vontade de beber - A experiência dos outros estava me servindo. Descia no ponto de ônibus e o boteco da última bebedeira ficava do outro lado da rua. Então eu descia de costas e continuava de costas para o bar, pois se alguém me chamasse eu beberia de novo. Daí para frente minha esposa apostou no meu taco mais uma vez - Começou a conversar e queria saber sobre o que era aquilo. Eu disse que um dia a levaria. - Passou-se mais alguns dias e perguntei ao meu padrinho de ingresso : - Posso trazer minha esposa ? : Ele perguntou ela tem algum problema com Alcoolismo ? - Eu disse não - Então ele disse : Aqui é lugar para quem tem problemas com álcool . -  Poucos dias que estava freqüentando é claro, contei para meu cliente que havia me falado sobre o endereço. Havia dito que estava freqüentando o Grupo no centro. Ele foi lá e eu fiquei satisfeito de ter um conhecido comigo pois como disse, não sou muito de acreditar. Este companheiro então, após um curto tempo, levou-me  para freqüentar um Grupo onde ele seria o Secretário. Quando eu ia num Grupo eu não ia no outro aí como sempre alguém me visitava em meu escritório - Curiosamente freqüentei a semana inteira mas no domingo não tinha reunião, pedi ajuda a minha esposa e me tranquei dentro de casa. Não saí.
Como já disse ficava muito nervoso por falta e bebida  alcóolica. Minha esposa pacientemente fazia uma água gelada com açúcar e me dava. Passaram-se algumas semanas e querendo ou não minha família ficou sabendo - Eu parei de ir na casa da minha mãe. Então ela foi na minha casa e perguntou? Porque você não esta indo lá em casa ? Eu respondi : - Meus irmãos bebem se eu for lá é perigoso eu beber também - Então ela disse: NÃO VAI NÃO ! - Agora começo a me lembrar eles começaram a me visitar, este meu povo , é lindo . - As visitas em parte também eram porque eu fiquei muito revoltado. Como disse comecei a desinchar e meu fígado começou a doer. Eu precisava trabalhar e não estava no meu intender, trabalhando direito. O escritório que eu havia vendido para a mesma pessoa que eu comprei, fui avalista no aluguel da sala. Resultado, o homem não pagou o aluguel e meus móveis foram tomados. A contabilidade que eu vendi fechou e os móveis foram para um guarda- móveis. Então sem móveis, custei mas propus ao comprador seguinte: eu pagaria o guarda-móveis e ele me devolveria pelo menos os móveis.. e assim ficou acertado. - Pedi dinheiro ao meu irmão o que é uma mãe e fui buscar meus móveis. Quando cheguei e paguei, advinha ? - Não tinha mais móveis nenhum o cara já tinha vendido para os outros ele estava mais um vez me fazendo de bôbo. Aí eu me chateei, fui no local onde ele tinha montado um escritório e fiquei esperando  da parte da manhã a parte da tarde, ele não apareceu. A minha intenção era de mata-lo. Ele tinha me roubado três vezes. |Sentei na escada e fiquei esperando. Como disse, ele não apareceu. Talvez alguém o avisara que eu estava lá e com mal intenção. Foi chegando o horário da reunião do AA e eu fui amolecendo o coração. Peguei o dinheiro que estava comigo que recebera de volta do guarda-móveis , fui numa concessionária e comprei uma moto, isto em 1982 comprei um TT 81- Foi a mesma coisa que ganhar asas. Eu não dirigia porque bebia muito, parei de beber comprei uma moto. Eu não sabia pilotar o cara da concessionária me levou dois quarteirões abaixo me ensinou mais ou menos como eu teria que fazer  e eu cheguei em casa de moto. Tudo ficou mais fácil, tomei coragem e no domingo fui a casa da minha mãe. Minha esposa foi de ônibus com as duas crianças. Quando cheguei, mais ou menos 10/11 hs da manhã, eu parei no portão que estava fechado ouvi que meus irmãos estavam lá. Parei e comecei a ter dúvida se entrava ou não, eles bebiam eu fatalmente para acompanha-los,  iria beber também. Eu fiquei parado na porta sem saber o que fazer. Parece que o Poder Superior gosta de mim. - Passa um companheiro do AA na hora, me vê parado e pergunta: - o que você está fazendo aqui parado ? - Eu contei para ele da  minha dificuldade psicológica para entrar dentro da casa da minha mãe. - Ele pegou na minha mão, atravessou  a rua e disse, deixa de ser bobo rapaz, e me levou para um grupo de AA pertinho da casa da minha mãe que estava tendo reunião naquela hora. Foi um presente do céu. Eu passei novamente a freqüentar o meu lugar, a casa da minha mãe todos os domingos. Só que antes eu passava no AA assistia a reunião. Então quando eu chegava, não tinha a mínima vontade de beber. Pensa que é só isto ? - Como disse eu não tolerava minha mãe e ela não aceitava o que eu fazia. - Portanto após as reuniões matinais de domingo, eu ao invés de ficar com meus irmãos, quase sempre bebendo,  passei a ajudar minha mãe na cozinha. Eu sempre gostei de pé de frango, então ela comprova o frango e mais meio quilo de pé e fazia pra mim. Começou aí uma amizade que ninguém esperava que acontecesse. Fui aprendendo no AA a corrigir meus defeitos de caráter, um deles é que se um filho não tem paciência e não respeita sua própria mãe, que filho é este. Minha mãe aos poucos começou a acreditar em mim, fazia questão de dizer para a vizinhança toda que eu tinha parado de beber e por isto tive que abandonar os botecos perto da casa da minha mãe também. E ainda eu dedicava as fichas de AA para ela, por isto, eu adoro a programação de fichas. Ela sempre ficava empolgada quando eu levava uma ficha ,ela pedia, quando eu morrer quero que enterre as fichas comigo. Nossa amizade foi limpa pura e sincera até sua morte. Foram 19 anos onde me tirou todo peso de um filho atoa. -
No escritório houve um desespero com a clientela que não aceitava pagar honorários, eu cheguei a ameaçar e não lembro mas talvez tenha até protestado alguém que não queria me pagar pelos meus serviços. Como já disse várias vezes, gosto de trabalhar e sou bom de negócios, então eu  anunciei numa rádio um desconto da previdência que o Governo estava dando para pagar o I.N.P.S. em atraso. Pela primeira vez meu escritório deu fila de gente querendo os meus trabalhos contábeis ou melhor de despachante. Aluguei um conjunto de salas maior e consegui comprar um fusquinha. Aí tudo melhorou ainda mais, eu podia pegar minha família, minha mulher e meus filhos e ainda pegava minha mãe e nós passeávamos sempre era uma maravilha. A minha ingenuidade foi tanta que o motor deste carro travou por falta de óleo. Também em pouco tempo comprei um fuscão e depois comprei uma outra Moto.- Arrumamos nosso apartamentinho ele ficou lindo. Comíamos feijoada comprada no restaurante todos os sábados e assim comecei a chamar a atenção, sem querer, da vizinhança. Minha família como já disse até hoje tem um carinho comigo que às vezes me dá preocupação. Eu tenho uma vida para viver, se eles me vêem numa situação difícil eles tomarão partido e talvez isto não seja o melhor. - Meu casamento como disse, continuou conturbado, eu não aceitava a falta de habilidade de minha esposa com os afazeres domésticos, ela e a família dela não aceitavam minhas brutalidades. E numa das discussões ela chamou minha sogra e foi embora levando meus três filhos. É lógico que vem o pensamento em beber, mas eu não era bobo, já estava trabalhando na recuperação de mendigos, não faltava as reuniões de AA, às vezes aos sábados eu ia em três reuniões.   Apesar de todo sofrimento minha vida começara a ter sentido.- não agüentando toda semana ver meus filhos chorarem na hora de entrega-los para a mãe e o sofrimento ficou além de minha capacidade e ainda minha esposa não mais queria morar no bairro uma vez que nossas passagens ali estavam muito marcadas. - Eu não sabia o que fazer. - Então olhei num jornal um imóvel financiado para comprar, tínhamos apenas um telefone que valia algum dinheiro na época, um fuscão e muita vontade de resolver o caso. Olhei um apartamento no Alto Barroca, a prestação era alta e não tinha o dinheiro para a entrada. - Então lavei a cara, e pedi mais uma vez dinheiro emprestado aos meus irmãos; como tinha o costume de não pagar, achei que eles não emprestariam. Minha irmã que gosta de ser minha mãe então disse; - eu vou te emprestar a metade e o nosso irmão caçula do primeiro casamento vai emprestar a outra mas, tal dia tal hora e tal minuto eu quero receber.
Vendi o telefone dei a entrada no apartamento e chamei a minha esposa para ver e pensei se esta escumungada não gostar sou capaz de enforca-la aqui, eu não agüentava mais estar separado dos meus filhos e vendo  os mesmos sofrerem por minha falta. Quando ela viu o apartamento, achou lindo ficou encantada, e quando minha filha mais nova fez um ano de vida já comemoramos dentro do apartamento. -  A prestação era muito alta e eu tinha que pagar o dinheiro emprestado aos meus irmãos. Então pedi minha esposa que pagasse as prestações enquanto eu pagaria toda despesa de casa e assim durante dois ou três meses minha esposa pegou todo seu salário eu inteirava e pagava as prestações. Curiosamente não faltou dinheiro para comermos nossa feijoada aos sábados. O Carro também ajudou muito.- Trabalhei igual um doido para pagar meus irmãos. Quando foi no dia certo na hora certa e no minuto certo, procurei minha irmã e disse: - Aqui está o seu dinheiro - Ela disse: - Deixa de ser bôbo isto é um presente,  eu fiz aquela colocação para que você juntasse dinheiro. E não quis receber. - Aproveitei que o dinheiro estava na mão e fui atras o meu irmão para paga-lo e ficar livre da dívida. Quando cheguei com o dinheiro ele disse: - É bem capaz deu receber de você. Isto eu e a sua irmã tratamos de te dar de presente. Fiquei com o dinheiro na mão, como os móveis do cara que me vendeu o apartamento eram muito bonitos, fiz uma proposta e além do apartamento, comprei também os móveis. - Eu comecei graças ao 4O .Passo  do Livro os Doze Passos de AA., a fazer uma reparação moral comigo mesmo e achava que teria que resolver o meu casamento, pois eu não queria e não gostava de ser casado - Então pensei do mesmo modo que eu comprei este apartamento, vou comprar mais dois e se algum dia eu faltar, pelo menos meus filhos ficarão com imóvel cada que já era além do que eu poderia sonhar. - Assim. Coloquei um anúncio no jornal *Compro apartamento financiado pelo BNH, pago à vista - Pra que ? - Foi tanta oferta que eu tive que começar a anotar num bloco grande amarelo  que havia ganhado da pessoa que me indicou o AA. Então pensei o que eu vou fazer com tanto apartamento ou casa, a assim coloquei um anúncio vendendo. No segundo negócio que fiz, um casarão no Nova Suíça,. ganhei tanto dinheiro que eu não ganharia em um ano na Contabilidade. - Resultado, vendi a contabilidade e montei uma imobiliária e aí, dentro do AA com o apadrinhamento do meu querido fundador do Grupo que eu adotei como grupo do coração, com renda e matéria a vontade eu tinha mais nada a fazer a não ser repassar isto pra  meus companheiros.
ALCOOLISMO
 
Milagre pela luta IV
 
        Não cabe a mim julgar ninguém, nem mesmo falar mal ou denunciar alguém dentro de AA. Por eu ser agradecido, isto não faz de mim qualquer pessoa especial. Dentro da nossa OBRA, os mais antigos servem sempre os mais novos. Portanto, o prazer de ver meu semelhante se organizar em sua vida faz de mim apenas um servidor, talvez, de confiança. O que aconteceu na minha vida na verdade, para mim, foi um MILAGRE. - Gosto de relatar sempre meu passado, gosto também de observar as falhas dos outros pois isto não me deixa falhar. Eu me julgo neste momento como um avião que esta transportando um monte de explosivos. Se eu brincar comigo mesmo e não respeitar pelo menos meu passado, volto aquela vida antiga e aí tudo explode. Os milagres que gosto de citar são na verdade transformações. Parte por uma abstinência alcóolica, parte por aprender novos métodos, parte por ter coragem de corrigir minhas falhas e parte por ter coragem de lutar contra meu pior inimigo, eu mesmo. - Quando eu estava na militança alcóolica na verdade eu me sentia bem. Achava que era mais esperto, mais inteligente, mais criativo, enfim eu sempre achei que eu era mais. O alcoolismo em alguns momentos me fez sonhar e até a aproveitar a vida. A questão era que a ilusão de um momento não vale a desgraça do meu semelhante e ainda a fantasia pelo sonho não vale o fracasso da realidade. Eu continuo pedindo todos os dias ao meu PODER SUPERIOR mais 24 horas de abstinência mesmo já tendo passados 22 anos.
        Neste período de abstinência consegui coisas que jamais pensaria em ter na fantasia do álcool . Consegui recuperar e criar minha família. - meus filhos não tem qualquer tipo de vício. Estão os dois na faculdade e um já formado, dois já estão empregados. Dois já com carta de motorista com seus dois carrinhos. - Enfim tudo que eu queria para um filho eu já consegui com dois. Em breve com três - Liberdade sem basbaquice - São pessoas normais e até certo ponto puxaram o Pai pois são namoradores, todos os três. Tenho ainda um filho fora do casamento do qual tento a todo custo mostrar que a vida é boa quando temos procedimento legal. Quando não, ela cai na nossa cabeça. Ele parece que intende. Também é um bom filho. - Ele adora minha esposa, minha esposa adora ele. Os irmãos mais velhos gostam muito dele e ele gosta muito de seus irmãos mais velhos.
Milagre perante a minha mãe este eu acho que o Poder Superior me deu colher de chá demais. Aos 8anos comecei abrigar com minha mãe, portanto só parei aos 27 quando entrei para o AA. Foram portanto 19 anos como adversários e às vezes com agressividades verbais num tom de deixar minha mãe perdida. Na verdade a velhinha foi muito forte. Também ela tinha um Deus dentro dela e lutou pelo filho o quanto pode. Quando entrei para Alcóolicos Anônimos, tinha 27 anos. Quando minha mãe faleceu eu tinha 46 portanto foram 19 anos corrigindo calmamente o que eu fiz. Curioso quando minha mãe estava para morrer já no hospital sem qualquer esperança, eu para não sofrer mais, não quis voltar no hospital. Como já disse várias vezes, minha família é linda, minhas irmãs e meus irmãos sempre cuidaram de tudo. Então eu não quis voltar no hospital para não ver minha mãe definhando na cama. Ela só morreu depois que se despediu silenciosamente de mim. Ela estava em coma. Mais uma vez fui. Chorei muito apertei a mão dela isto na parte da tarde . Quando foi a noite na reunião de AA, o celular tocou ela estava morta . Obrigado meu Deus, pela chance que eu tive de pedir perdão corretamente a minha mãe.
O outro milagre que gosto sempre de ressaltar , é minha própria conduta, Hoje calmamente desfruto do prazer de não beber, faço tudo que eu acho que posso e que a minha consciência permite. Me permitiu até trabalhar no Comitê de Serviços de um Grupo de AA e me chatear com algumas passagens que percebi . Me permito também com todo este tempo de abstinência cuidar dos novatos assim como cuidaram de mim. Dou sempre que posso exemplos de passagens de vida. Chamo a atenção para ter cuidado com as facilidades oferecidas, elas nem sempre, são o caminho correto. Me permito também amar o AA. - Eu o vejo às vezes como um hospital ,às vezes como uma casa de milagres, pois lá todos os dias alguém entra para tratamento ou um milagre acontece - As vezes me parece também uma igreja pois sempre que estou numa reunião, gosto de conversar com o Poder Superior no meu caso, Deus na forma que o concebo.
O mais gostoso de freqüentar o AA é que o milagre só acontece pela luta.

 

não profissional usando a filosofia de AA

22/01/2013 17:06

Casa dos Alcoólatras

Não profissional -  usando a filosofia de AA

Assim que entrei para os AA – tive um monte de gente torcendo pela minha recuperação, achava aquilo esquisito, pois era de graça e ainda parecia que as pessoas estavam puxando meu saco – Então não entendia como poderia funcionar se o pessoal mal contribuía para as despesas. A confusão mental piorou quando comecei a ver que assim como eu, várias pessoas tinham certa cultura, família forte e certa condição financeira enquanto outros mal tinham condição mental para freqüentar os AA, ou seja, o desnível era grande – misturei tudo e acabei mais atrapalhando do que ajudando, pois em todo setor social que eu havia freqüentado até conhecer os AA o dinheiro sempre fala mais alto e no AA não era bem assim – temos que esquecer nosso status ou posição social e nos irmanar como iguais (isto é a mais pura verdade em AA – quem fala mal de AA é exatamente porque não aceitou isto) – No AA não têm comando, mas tem que haver respeito e servidão – se entra um novato teremos o maior prazer em fazer o possível para que ele paralise com sua doença, porém não  podemos ,  não temos o direito de expulsar ninguém do AA – nesta hora observamos que AA é de graça e para todos – porém nem todos querem o AA para se recuperar do alcoolismo – Pois é muito fácil achar um local funcionando com pessoas falando de coisas pessoais, amando a Deus e até se expondo para poder ajudar, cafezinho , salas limpas, e um monte de gente bonita ou seja até quem precisa arrumar um casamento ou um dinheiro emprestado vai ser tentado num lugar deste. E também temos o outro extremo de pessoas que por possuírem um alto poder aquisitivo ou um grau de inteligência elevado acham que podem comandar um lugar simples de pessoas de respeito, ou seja, ele só freqüenta se colocarmos nosso grupo do modo dele - Nesta hora, nós os mais antigos, sempre tomamos a iniciativa de chamar a atenção de algum engraçadinho que não estiver respeitando a vida alheia. Aqui nada mais é que um grupo de intenção (pessoas intencionadas em não beber mais bebidas alcoólicas) ou ainda um movimento onde se une agradecendo a um poder superior por mais 24 horas de abstinência alcoólica. Não precisamos de muito dinheiro, nem patrimônio, não fazemos e nem recebemos doações de fora, não queremos comando nem interferência de pessoas que não tiveram problema com alcoolismo isto descaracteriza nosso objetivo – porém qualquer recuperação será mais sólida se ajudar ao outro gratuitamente (12º. Passo) –

Nunca vi nada igual ao AA no sentido  de uma recuperação por princípios espirituais – Nossa como isto aqui é forte, chego a pensar assim “como DEUS gosta de nós, alcoólatras” – qualquer um que conseguir entender o lado simples , nisto quero dizer que aceitar sem querer ser o tal, se dará muito bem aqui. Por isto, apenas ajudamos ao próximo sem interesses comerciais, acabei por me ajudando e hoje tenho 30 anos de abstinência alcoólica.

Resultado – nenhum serviço profissional passa nem perto da recuperação que vi em Alcoólicos Anônimos ou deste nosso movimento: alcoólatras ajudando alcoólatras.

Em resumo:

Estudei até o técnico de contabilidade e até fiz vestibular na Federal para Belas artes, passei e não fui fazer a matrícula – adorava ser um irresponsável, mas com  dinheiro no bolso- sempre fui trabalhador -  minha bebida preferida sempre foi Whisky ou seja sempre gostei de ser um rebelde sem causa – quando todos pensavam que eu não ida dar conta eu mostrava meu valor – quando todos achavam que eu ia fazer as coisas normais eu não sei como mas sempre avacalhava tudo. – acho que isto virou ou é traços de personalidade – quando entrei para AA uma das coisas que me incomodou foi ouvir outras pessoas dizerem que eu não ficaria que eu era muito arrogante para obra – não sei como, mas gente que falou que eu não agüentaria acabou por voltar a beber álcool e eu estou abstêmio do álcool desde o dia que cheguei em AA  (18/03/1982)– não conseguia fazer amigos em AA - fui de poucos amigos - sempre tive o hábito de discordar mas nunca deixei de ajudar. Portanto, nunca pensei que teria um resultado destes – veja

Até 2003 (logo que eu comecei a escrever sobre meu alcoolismo- ache no Google: milagre pela luta manoel coutinho) eu tinha uma estimativa de ter levado ou indicado mais de 2000 pessoas para o AA

Até 2001 eu havia tratado de mais de 300 mendigos na minha casa

Até 2006 eu usei um grupo de AA e, com o apoio do Albergue tia branca e do padre Zezinho  conseguimos encaminhar mais uns 100 mendigos para a vida social e familiar

Agora, neste atual endereço, entre 2007 e 2012 – tenho uma estimativa de ter dado grande grau de conscientização a mais de 200 bebedores problema que assim como eu (dá vontade de rir – eu não sei por que somos assim) discordam de tudo e de todos.

Eu nunca poderei ser profissional do alcoolismo

1 - Como cobrar por um serviço que não dá qualquer garantia?

2 - Como cobrar por algo que recebi de graça?

3 - Se algum dia eu precisar voltar a minha vida profissional eu nunca trocaria uma imobiliária por uma clinica – adoro comprar e vender imóveis.

4 – eu não posso trocar um índice de recuperação alcoólica não profissional que oscila entre  70/80% por outra profissional que oscila entre 1e2% - não sou louco

 

Uma  passagem que me serve de referencia

Eu ainda era menino quando vi uma entrevista do falecido Zé Arigó ( Zé arigó era um espiritualista que antecedeu Chico Xavier) – então um repórter perguntou ao Zé: - Se você é espiritualista porque você foi preso acusado de curandeirismo e charlatanismo ? o Zé ao invés de responder , disse o seguinte: Preso? – Aquilo foi umas férias que Deus me deu – olhou pro céu e disse: Oh Deus me dá outras férias – kkk

Em resumo se algum dia por qualquer motivo eu não puder ajudar se a prefeitura através de um de seus fiscais desinformados sobre o alcoolismo achar que devo fechar minhas portas – vou entender isto como umas férias – mas tenho hoje plena convicção que onde eu estiver, em qualquer lugar, eu serei procurado para orientar outros alcoólatras

 

Manoel Coutinho

 

 

ALGUNS  lugares  onde tentei orientar alcoólatras gratuitamente (não profissional)

Escolas           

Colégio Monte Líbano

                        Faculdade Pitágoras

Hospitais

                        Clinica Serra Verde

                        Raul Soares

                        André Luiz

                        Clinica Pinel

Comunidade Terapêutica

                        Caná – Rua Henrique Gorceix

Centro de Detenção

                        Dutra Ladeira

                        José Maria de Alckmin

                        D.I.

Casa de Apoio aos menos favorecidos

                        Albergue Tia Branca

                        Fraternidade Espírita Irmão Glauco

Grupos de AA onde eu fui o responsável (coordenador geral)

                        Grupo Fraternidade

                        Grupo União

                        Grupo Lagoinha

                        Grupo Prosperidade

Atenção; não estou fazendo referencia a pessoas que atendi nos grupos, a equipes que enviei para dar palestras em hospitais, escolas, presídios – Estou apenas dando referencia ao corpo a corpo não profissional, ou seja, coisa que fiz diretamente entre eu e outro alcoólatra – contudo os trabalhos que tive oportunidade de administrar com outros membros de AA (também não profissional) sempre deram bons resultados.

 

Coisas que escrevi para orientar alcoólatras – gratuitamente

Milagre pela luta (autobiografia) internet

Doenças paralelas – chamam a atenção para reorganizarmos os grupos de AA

Recuperação através de um grupo de AA – disponível – como me recuperar?

Noções básicas para AAs – distribuição gratuita entre membros do AA

Agradeço a Deus a visita da fiscal sanitarista – isto obrigou-me a inventariar meus trabalhos não profissionais – nunca pensei que um dia faria isto.

 

            Manoel Coutinho

ponto de vista de um alcoolatra para saúde pública de BH

22/01/2013 17:00

 

Ponto de vista de um alcoólatra para a Saúde Publica de Belo Horizonte

RECUPERAÇÃO DE ALCOÓLATRAS PODE E DEVE SER GRATUITA

Caso a prefeitura queira, estamos oferecendo um grupo de Auto-Ajuda ou Ajuda-Mútua para atendermos bem todo qualquer cidadão belo-horizontino ou não que se interessar em paralisar com seu a alcoolismo bem como as outras drogas – basta freqüentar as reuniões gratuitamente

Temos uma epidemia mundial – todos estão empenhados, as prefeituras, os estados e nosso governo federal também – isto requer adoção de atitudes e esclarecimentos – se atendermos melhor as famílias certamente atingiremos melhor os usuários isto gerará um interesse maior pois a recuperação depende primeiro de uma confiabilidade e depois de uma dedicação – isto usando a filosofia de AA.

Tenho visto através da mídia bem como o pronunciamento da presidente da república e, por isto,  com grande admiração,  VEJO a luta do governo federal em combater, lutar mesmo, contra um distúrbio mundial – “DEPENDENCIA DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS” – esta epidemia  tem um  alto índice que segundo as estatísticas supera a 10% da população mundial portanto quase todas as famílias  tem problemas diretos ou indiretos com isto. –

Tive a felicidade, em conjunto com outros quatro, de montar um grupo de Alcoólicos Anônimos ao lado da minha residência – Este grupo tem um pequeno diferencial dos demais que conheci. Acontece que pela modernidade dos dias de hoje ninguém deve freqüentar qualquer lugar onde não se sabe o que é  - todos devem ser informados do que se faz e como se faz – usando este lema ou idéia atual colocamos uma sala de debates onde debatemos tudo que se refere álcool e outras drogas – também este mesmo espaço serve para reuniões com temas – estamos usando hoje em dia sete livros básicos onde todos servem para recuperação alcoólica. Observar que as boas clínicas e casas de recuperação usam apenas um livro ( os 12 passos) – nós estamos trabalhando com sete atualmente.

1-      Os doze passos

2-       As doze tradições

3-      Viver sóbrio

4-      Na opinião de Bill

5-      Livro de  Alcoólicos Anônimos ou livro azul

6-      AA atinge a maioridade

7-      Reflexões diárias

Também passamos semanalmente filmes sobre álcool e outras drogas e ainda pegamos matéria na internet principalmente sobre drogas e fazemos um verdadeiro debate sobre tudo que nos é prejudicial

Futuramente pretendemos implantar mais 4 livros

A – levar a diante

B – linguagem do coração

C – Dr, Bob e os bons veteranos

D – Viemos acreditar

Não sei como mas ainda damos conta de  informar melhor sobre o AA

1 – Manual de serviços –(orienta como fazer os serviços de AA) sempre discutido pegamos  toda oportunidade mesmo fora do calendário,  é explicado.

2 – Manual do C.T.O – (orienta como ajudar o próximo) sempre discutido pois todas terças vamos na reunião do COMITÊ TRABALHANDO COM OS OUTROS no centro – através de, damos entrevistas para rádios, jornais, TVs e revistas – também ajudamos sempre que somos convidados nas palestras no hospital André Luiz – também nos centros de detenção ( cabe ressaltar na última palestra um dos nossos irmãos aqui do grupo foi aplaudido de pé pelos detentos)sem falsa modéstia  isto é nossa obrigação.

3 – Os doze conceitos para serviços mundiais – uma vez por ano é repassado

4 – livretes diversos – sempre que estamos com novatos alguém pega um livrete e repassa carinhosamente para quem está chegando

Através deste sistema, um pouco mais completo, estamos sendo referência para outros grupos e cada dia o AA fica mais informativo – vale a pena freqüentar um lugar altamente esclarecido – um índice de recuperação altíssimo

 

Estas literaturas foram deixadas pelo nosso fundador, “ Bill Wilson” mas algumas foram carinhosamente feitas por outros alcoólatras e aceitas com a maior naturalidade entre os membros do AA

Nosso objetivo: unir-nos num movimento que já é mundial – então se a pessoa ingressa no nosso grupo, assim que for pra outra cidade ou estado ou mesmo outro país naturalmente pode e deve continuar freqüentando as reuniões – reuniões para nós alcoólatras são vitais, porém gratuitas.

Então nosso grupo é um grupo que gosta de informar, esclarecer – objetivamos apenas nossos interessem em abandonar o alcoolismo ou Dep, química – aliás, álcool também é uma droga

Então baseado em informações bem como bem estar social – abrimos três espaços em nosso grupo

Sala 1 – debates:  literaturas ou temas

Sala 2 – terapia mutua – espaço para monólogos – onde a pessoa desabafa sem interferência

Sala 3 – espaço para socialização:  filmes – músicas e recepções ou espaço para comemorações

Ainda temos reuniões para familiares aos sábados as 16 horas –

Com a socialização temos entre 74 e 78 reuniões mensais

Reunião as 10 horas – terças, quintas, sábados e domingos

Reunião as 18 horas – todos os dias

Reunião as 20 horas – segundas, quartas e sábados

Sábado 16 horas reunião para familiares

Todo 2 domingo de cada mês as 10 horas reunião de serviços para quem quer ajudar voluntariamente, também pode reclamar ou sugerir, porém todos trabalhos não tem  qualquer tipo de remuneração – apenas por gratidão mesmo.

Também as quartas feiras e sábados as 18 horas – reunião sobre álcool e outras drogas

Geralmente estamos usando a sala 3 para filmes aos sábados as 18 horas – festividades e músicas aos domingos 20 horas e as quintas as 20 horas estamos solicitando palestrantes .

Tudo isto GRATUITAMENTE – Todos que tiverem a humildade de aceitarem isto aqui com certeza se recuperarão

Ai  faço um apelo aos órgãos municipais

Mande-nos alcoólatras para freqüentarem e se recuperarem gratuitamente

 

Manoel Coutinho – coordenador do grupo prosperidade de AA

 

 

 

 

 

Um lar para alcoólatras

 

Fácil de entender

O AA não fornece moradia nem qualquer tipo de incentivo paralelo também não recruta membros ( veja o que o AA não faz)

Porém nosso 12º. Passo diz: Tendo experimentado um despertar espiritual graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as atividades. –

Portanto quando se lê este passo na íntegra percebemos que o melhor modo de garantir uma abstinência é ajudando outro alcoólico. AA não fornece alimentação, mas qualquer membro pode e deve matar a fome de seu irmão para que o mesmo tenha condições de assistir uma reunião – AA não dá nada nem aceita nada somos apenas um movimento gerado por grupos de intenção (pessoas intencionadas a não voltar ao primeiro gole) – AA não tem patrimônio, não precisamos e não queremos grandes quantias de dinheiro, Precisamos apenas do necessário para nos mantermos.

Então eu fiz meu 12º. Passo assim:

1 - Comecei levando meus amigos de bebida ao AA – curioso que dois que levei logo que cheguei permanecem sóbrios até hoje – Sr. João Meira (virou evangélico) e Wilson Machado – (dificilmente vai a uma reunião) – levei vários outros amigos mas a maioria não permaneceu.

2 – Comecei em 27/10/1984 a fazer palestras pra mendigos e leva-los para minha casa e dar banho, alimento e roupa para que os mesmos tivessem condições de assistirem as reuniões.  Era um trabalho altamente desgastante e cansativo, mas vi o resultado quando percebi que estava ajudando e muitos estavam saindo das ruas.

3 – Virei coordenador de grupos de alcoólicos anônimos a partir de 2001 e até hoje não consigo sair dos serviços – entre 2001 até 2003 – estudando as literaturas de AA

De 2004 ao final de 2006 – recuperamos mendigos através do grupo lagoinha com a ajuda do padre Zezinho e do albergue tia branca

4 – Abri um grupo de AA “ – Grupo Prosperidade” – (em08/07/2007) ao lado da minha casa – não tinha membros para iniciar – catei mendigos na rua e coloquei para morarem junto comigo e, com a ajuda de mais quatro pessoas o grupo prosperou – só que a quantidade de mendigos aumentou a ponto que eu não dava conta de mantê-los.  Aí, pela primeira vez, aceitei a ajuda de um alcoólatra que não era mendigo – ele contribuiu com um salário mínimo.

5 . Abri um lar para alcoólatras – após muita luta com os menos favorecidos eu era sempre procurado por familiares de  bebedores-problemas – com os resultados positivos Tomei coragem e entre acertos e erros cada dia melhoro mais nossa qualidade de vida – portanto os mendigos que hoje vem para minha casa são pessoas trazidas pelas famílias – meu alvo são bebedores iguais a mim – por isto para morar aqui é necessário:

1 – freqüentar o AA

2 – dividir as tarefas

3 – dividir as despesas

4 – ter um responsável que não more na casa.

Curioso: - não aceitava cruzados (álcool e outras drogas) eu sempre sugeria que fossem para uma clínica, pois eu não entendo de drogas. Só que um deles mentiu e disse que não usava drogas (Júlio Cesar), mas assim que começamos a conviver acabamos descobrindo que o mesmo era usuário de drogas, mas que tinha paralisado dentro do AA – Então este senhor em conjunto com mais dois abriram as portas do nosso grupo de AA para os cruzados e nosso grupo é um sucesso nesta parte também – Vale ressaltar – Numa visita de um Psiquiatra do Hospital Espírita André Luiz “ Dr. Guilherme” – ele ficou admirado com nossa recuperação simples e altamente funcional e disse: o que vocês fazem aqui é fantástico, impossível de se imaginar nunca vi nada que recuperasse um adicto tão bem. Pela primeira vez estou vendo dependentes de álcool e outras drogas serem tratados de portas abertas, sem medicamentos, livres, porém com muita eficiência. Resultados maravilhosos – estou encantado. –

Deixo bem claro, não tratamos de ninguém – quem cuida da recuperação é o AA – apenas usam nossa casa como ponto de apoio ou UM LAR.

 

Preciso de orientação

Na primeira fiscalização tentei explicar e até solicitei uma reunião com a chefa da fiscalização sanitária – ela achou desnecessário, pois já havia me dado o relatório dos documentos necessários e um bom prazo para que eu me regularizasse como pessoa jurídica – Só que em momento algum tenho interesse em colocar um sistema profissional neste meu trabalho – este trabalho vale minha vida pessoal sou um alcoólatra que preciso ajudar outros alcoólatras para continuar abstêmio,

Assim solicito se possível uma reunião com:

Um médico ou uma junta médica  da prefeitura – gostaria de um debate sobre doença do alcoolismo  o que eu vi nas clínicas nas comunidades terapêuticas e nas fazendas evangélicas realmente me assustaram – Talvez com uma orientação sobre questões clínicas eu não melhoro meus cuidados para com  outro alcoólatra.

Uma assistente social – Gostaria de um debate sobre recuperação de um alcoólatra fracassado.  Falar o Maximo possível sobre os menos favorecidos – quem sabe com uma ajuda desta profissional a gente não salva mais vidas

 Com o responsável ou os responsáveis pelo setor contábil/jurídico – gostaria de me atualizar, tirar qualquer dúvida quanto a um trabalho não profissional, averiguar o meu direito ou não de continuar ajudando alcoólatras como pessoa física dentro da minha residência

Com a chefa da fiscalização sanitária ou responsável pela saúde dos menos favorecidos - freqüento um grupo de AA onde sou coordenador. Grupo altamente funcional. Aqui as pessoas se recuperam mesmo e é de graça – Portanto com a ajuda da prefeitura poderíamos facilitar a locomoção de pessoas interessadas em se recuperar – por favor, pense nisto.

Manoel Coutinho

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